Maiolo de Cluny (em francês: Mayeul; Avinhão, c. 906 – Souvigny, 11 de maio de 994) foi um religioso francês e o quarto abade da Abadia de Cluny. É venerado como santo pela Igreja Católica.

Biografia Os pais de Maiolo foram mortos durante conflitos feudais e os bens da família foram perdidos durante as incursões sarracenas, na Provença. Diante disso, ele e seu irmão fugiram.

Maiolo estudou em Lyon e depois se mudou para Mâcon, com um primo que o encaminharia para a vida religiosa, onde tornou-se cônego e arquidiácono. Ele recusou o cargo de arcebispo de Besançon e, posteriormente, após uma "conversão", tornou-se monge em Cluny e discípulo de Santo Odão. Na abadia, assumiu posições de bibliotecário, apocrisário em 948 e, finalmente, em 954, coadjutor do Abade Aymard.

Com a morte de Aymard, Maiolo se torna o abade de Cluny. Sob seu governo, multiplicaram-se os bens do mosteiro, manteve-se a disciplina e expandiu-se a Ordem Cluniacense. Suas relações com os imperadores alemães, reis da França e da Borgonha, levaram-no a assumir a reforma de muitos mosteiros.

Devido a essas responsabilidades, o Abade Maiolo realizava viagens frequentes e, muitas vezes, atravessava os Alpes. No retorno de uma dessas viagens, ele foi preso em Orsières, em 972, pelos sarracenos. Maiolo foi resgatado por uma soma reunida pela comunidade. O episódio desencadeou uma campanha militar por parte da nobreza que libertou a Provença da ocupação sarracena na Batalha de Tourtor.

Em 974, o imperador Otão II e sua mãe, Adelaide, ofereceram-lhe a tiara papal, mas o abade recusou essa indicação; mas isso não diminuiu sua influência, pois, certamente em 980, conseguiu reconciliar o imperador e sua mãe. Ele novamente recusou a indicação ao papado em 983.

Entre os muitos homens que formou e nomeou para mosteiros ligados a Cluny, estavam Guilherme de Volpiano, o futuro abade de São Benigno e líder de um grande movimento de reforma, e Odilo de Cluny, que se tornou seu coadjutor em maio de 993. O abade mandou construir, no final de sua vida, a igreja chamada de "segunda Cluny"; porém, Maiolo não terminou sua vida ali. Hugo Capeto o chamou para resolver algumas questões em Saint-Maur-des-Fossés, e ele partiu, mas, sem forças, parou em seu priorado em Souvigny, onde morreu em 11 de maio de 994.

Seu culto se difundiu, como atestado por vários calendários litúrgicos. Uma Vida do santo foi escrita pelo monge Sirus de Cluny ainda em 994; a obra foi enriquecida por passagens em verso de Aldebardo. Em 1033, Odilo escreveu uma nova Vida; pouco depois de 1142, Nalgoldo retomou a obra de Sirus.

Em Souvigny, o bispo Begone de Clermont consagrou um altar erguido sobre o túmulo em homenagem a Maiolo de Cluny, pouco depois de 994. O Papa Urbano II exumou o corpo em 1095. Entre as igrejas e priorados que levam o nome do santo, destacam-se sua igreja em Cluny e o priorado em Pavia. Em 1063, São Pedro Damião consagrou a igreja iniciada por Odilo e dedicada a Maiolo.

No Martirológio Romano, Maiolo é mencionado em 11 de maio.

Em 2016, o Bispo de Moulins, com o apoio de uma equipe de voluntários, decidiu reviver a peregrinação multicentenária aos túmulos dos Abades Maiolo e Odilo, por ocasião do Ano da Misericórdia.

Categoria:Nascidos na década de 900 Categoria:Naturais de Avinhão Categoria:Abades da França Categoria:Abades de Cluny Categoria:Padres católicos da França Categoria:Santos da França Categoria:Santos cluníacos Categoria:Franceses do século X Categoria:Padres católicos do século X Categoria:Santos do século X