Madeleine McCann é uma criança britânica que desapareceu no anoitecer de 3 de março de 2007, terça-feira, pouco antes do seu quarto aniversário, de um apartamento na Praia da Luz, Portugal, enquanto de férias com a sua família.
A investigação policial portuguesa do seu desaparecimento fechou em julho de 2008. Scotland Yard começou uma avaliação da investigação, conhecida como Operação Grange, em maio de 2011, e anunciou em abril de 2012 que acreditavam que Madeleine podia ainda estar viva. Desde o desaparecimento, foram relatados vários avistamentos de Madeleine em Portugal e fora.
Portugal
3 de maio de 2007
Tanner, 21:15 O primeiro avistamento possível foi por volta das 21:15 a 3 de maio, 45 minutos antes da mãe de Madeleine soar o alarme. Jane Tanner, que viajava com os McCanns, reparou num homem andando pela estrada junto da qual o apartamento de férias dos McCann estava situado. Ela disse que ele carregava um criança descalça que usava um pijama rosa-claro com um padrão aflorado. A Scotland Yard descartou este avistamento, dizendo em outubro de 2013 que um turista britânico que carregava a sua criança para casa nessa altura tinha sido identificado, acreditando-se ser o homem visto por Tanner, e não estava envolvido no rapto.
Smith, 22:00 Um segundo avistamento foi tomado seriamente pela Scotland Yard. Pelas 22:00, uma família irlandesa viu um homem carregando uma menina na Rua da Escola Primária. Eles descreveram-na como tendo quatro anos, usado pijamas claros, com cabelo loiro e pele pálida. Eles disseram que o homem tinha 30 e poucos anos, 1.75-1.80 m de altura, magro/normal, cabelo castanho curto, usando calças creme ou bege com um casaco de cabedal preto. A Scotland Yard emitiu um e-fit do homem a 13 de outubro de 2013.
4-17 de maio No anoitecer de 4 de maio, António Castela, um taxista, levou três homens, uma mulher, e uma menina semelhante a Madeleine de Monte Gordo ao Hotel Apolo em Vila Real de Santo António, de onde conduziram num Jeep azul. Ele disse que tinha gravado o avistamento com a PJ mas eles não o voltaram a contactar.
Um camionista ligou para a linha de apoio da Método 3 em novembro relatando que tinha visto uma mulher loira a passar uma criança embrulhada num cobertor a um homem, que a colocou num carro. Ele disse que isto teve lugar dois dias depois do desaparecimento, em Silves, Algarve.
A polícia de Nelas recebeu informação sobre uma menina que tinha semelhanças com a descrição de Madeleine vista com um homem num supermercado a 8 de maio. O homem, um cidadão belga, parou no supermercado com a sua filha e deixou o local num carro antes de a polícia ser contactada, mas a polícia mais tarde confirmou que o avistamento tinha sido um falso alarme.
As pessoas no resort chegaram-se à frente para relatar incidentes incomuns incluindo uma mulher que reparou num homem que tentava levar um carrinho de bebé e um homem que apanhou um estranho a tirar fotografias de meninas loiras numa praia. A polícia portuguesa também investigou um relato do turista Andre van Wyk. Van Wyk alegou que, pouco depois do desaparecimento, ele tinha visto uma menina semelhante a Madeleine sendo levada numa carroça para um campo romani perto de Portimão, cerca de 16 km de onde Madeleine desapareceu.
A 9 de maio, o jornal 24 Horas relatou que a polícia encontrou um veículo perto da Praia da Luz que podia ter sido utilizado pelo raptor. Além disso, vídeo da câmera de segurança de uma gasolineira perto de Lagos mostrava uma criança semelhante à descrição de Madeleine com uma mulher e dois homens. A criança estava a ter altercação com a mulher. No dia seguinte, foi relatado que o carro da gasolineira tinha matrículas britânicas e foi alegado que a pessoa apanhada a tirar fotografias era um dos homens da gravação das câmeras de vigilância.
Uma testemunha anónima contactou a polícia alegando ter visto um Fiat Marea com uma matrícula forjada em Pinhal Novo, Palmela, Setúbal, a 17 de maio, que alegadamente transportava a criança desaparecida."Carro põe polícia em alerta". Jornal de Notícias. 2007-05-17. "N°351, Ano 119"
Espanha Duas mulheres relataram ver uma criança que se parecia com Madeleine com um homem numa gasolineira perto de Cartagena, Espanha, a 21 de agosto de 2007. Isto foi descartado depois de uma investigação completa pela Polícia Nacional e a Guarda Civil.
Existiu outro avistamento relatado, no início de abril de 2012, na Costa del Sol.
Marrocos Marie Olli, uma norueguesa que vivia em Fuengirola, contactou a polícia a 10 de maio de 2007, alegando que tinha visto uma menina semelhante à descrição de Madeleine numa gasolineira em Marraquexe, Marrocos. A menina, que parecia estar triste, estava alegadamente acompanhada por um homem no fim dos seus 30 anos. Na mesma altura, um turista britânico relatou ter visto Madeleine perto do hotel Ibis em Marraquexe. Embora a Interpol tenha subsequentemente descartado estes avistamentos, agentes da polícia de Leicestershire continuaram em Marrocos por alguns dias. Uma turista espanhola viu uma menina semelhante a Madeleine enquanto conduzia por Zaio no norte de Marrocos no fim de maio. A atenção passou para Marrocos a 4 de junho, depois do GCHQ em Cheltenham intercetar mensagens em árabe referindo-se à "pequena menina loira", um alemão, e um ferry de Tarifa em Espanha.
Outra turista espanhola, Isabel Gonzalez, disse ter visto uma menina semelhante à descrição de Madeleine sendo arrastada pela rua, também em Zaio, por uma mulher norte-africana a 15 de junho. Naoual Malhi, uma espanhola de origem marroquina, alegou ter visto a menina com uma mulher em Fnideq, a 21 de agosto, mas investigadores privados foram incapazes de substanciar a pista. Uma fotografia de uma menina loira sendo carregada nas costas de uma mulher norte-africana foi tirada a 31 de agosto por Clara Torres, outra turistas espanhola, em Zinat no norte de Marrocos, mas acabou por ser uma menina marroquina. Um inspetor escolar alegou ter visto a criança em Karia Ba Mohamed por volta do início de outubro, mas depois de inquéritos, a polícia local estava certa de que ela não estava lá. Adicionalmente, o Ministro do Interior marroquino Chakib Benmoussa disse a 4 de novembro que não existiam evidências para sugerir que Madeleine estivesse em Marrocos.
Outros locais Existiram dois avistamentos relatados na Bélgica. O primeiro durante maio de 2007 em Liège e o segundo a 28 de julho num terraço de um café em Tongeren. No caso posterior, a terapeuta de crianças Katleen Sampermans disse que Madeleine estava na companhia de um homem neerlandês e uma mulher inglesa. No entanto, a menina acabou por ser a filha de quatro anos de um homem belga.
Em Malta, a 21 de junho de 2007, cinco avistamentos foram relatados na ilha. O total de avistamentos subiu para 29 a 27 de junho.
Na Nova Zelândia, gravações de câmeras de vigilância de uma loja no sul de Dunedin mostram uma menina semelhante a Madeleine sendo levada para a loja por um homem por volta da 21:00 a 5 de dezembro de 2007, sete meses após o seu desaparecimento.
A estudante neerlandesa Melissa Fiering alegou ter visto Madeleine com um 'homem alto e moreno', num restaurante na autoestrada no sul de França, a 15 de fevereiro de 2008. No entanto, a polícia francesa, depois de examinar as gravações das câmeras de vigilância, determinaram que o avistamento não era da criança desaparecida.
O primeiro avistamento relatado na Grã-Bretanha ocorreu em Dorset a fevereiro de 2008. O funcionário público reformado Alan Cameron disse que ela estava com um casal português.
Um avistamento de Madeleine McCann foi relatado no distrito central de negócios de Sydney a 17 de março de 2008. O alegado avistamento, de um homem de meia-idade carregando uma menina loira, acabou por ser um falso alarme.
Foram relatados seis avistamentos no Brasil. Uma testemunha relatou ver Madeleine num avião para São Paulo, no fim de março de 2008. Cinco outros relatos tinham sido investigados e descartados.
A publicação dos ficheiros policiais portugueses em agosto de 2008 revelou um possível avistamento em Amesterdão, Países Baixos, no início de maio de 2007. Anna Stam relatou à polícia neerlandesa que uma menina de três ou quatro anos, que se parecia com Madeleine, tinha entrado na sua loja e dito-lhe que o adulto com quem estava era "um estranho" que "a levou da minha mamã" enquanto estava de férias. Ela adicionou que o seu nome era "Maddy". O porta-voz dos McCann Clarence Mitchell disse que era uma "desgraça" de que não tenham sido informados sobre este avistamento. Os ficheiros incluem um anexo de 14 volumes de relatos de avistamentos, de Madeleine, pelo mundo.
O jornal sueco Aftonbladet publicou, em outubro de 2009, uma fotografia de uma menina, vista na Suécia, que tinha grande semelhança com Madeleine. O fotógrafo alegou que a menina apenas falava inglês, e estava acompanhada por um homem que falava sueco.
Um avistamento em Lé, Índia, foi relatado a 28 de julho de 2011. Turistas britânicos e estadunidenses relataram verem um menina jovem com um casal francês/belga, que alegava que a criança era deles. O chefe da polícia em Lé, Vivek Gupta, negou os relatos e afirmou que nenhum teste de ADN foi realizado pelo polícia.
A polícia da Nova Zelândia foram informados de um possível avistamento em Queenstown, a 31 de dezembro de 2012. A informadora disse que a menina que tinha visto tinha o mesmo coloboma da íris como Madeleine. Depois de investigação, a polícia identificou a menina e afirmou que estavam "absolutamente satisfeitos" que a menina não era Madeleine.
Divulgação de informação oficial A polícia de Leicestershire concordou, na Alta Corte a 7 de julho de 2008, em divulgar o conteúdo de ficheiros relacionados a avistamentos e denúncias. Eles partilharam 81 de pedaços de informação aos pais de Madeleine.
Referências
Categoria:Relações entre Portugal e Reino Unido Categoria:Desaparecimento de Madeleine McCann