miniaturadaimagem|Seminário Teológico da União, Nova Iorque, Nova Iorque Jacquelyn Grant (nascida em 1948) é uma teóloga estadunidense e ministra metodista. Junto com Katie Cannon, Delores S. Williams, e Kelly Brown Douglas, Grant é considerada uma das quatro fundadoras da teologia mulherista. A teologia mulherista aborda a teologia do ponto de vista das mulheres negras, refletindo as suas perspetivas e experiência no que toca a padrões de fé e morais. Grant é Professora Callaway de Teologia Sistemática no Centro Teológico Interdenominacional em Atlanta.

Biografia Grant nasceu a 19 de dezembro de 1948, em Georgetown, Carolina do Sul. Ela era uma de nove crianças do Rev. Joseph J Grant, um pastor, e a sua mulher, Lillie Mae Grant, uma cosmetologista. Grant cresceu interessada em religião, frequentando a escola católica e graduando-se da local Secundária Howard em 1966. Graduada da Faculdade Bennett e do Seminário Teológico Turner, ela tornou-se na primeira mulher negra a obter um doutorado em teologia sistemática no Seminário Teológico da União.

A sua tese de doutoramento era intitulada "O desenvolvimento e limitações da Cristologia feminista: para um engajamento das experiências religiosas das mulheres brancas e mulheres negras." Na União, trabalhou sobre o professor James H. Cone, que é conhecido como o pai da teologia negra.

Grant foi ordenada pela Igreja Metodista Episcopal Africana em 1974. Em 1976 e 1980, Grant escreveu e apresentou papéis de posição na Conferência Geral da denominação entitulados "O status das Mulheres na Igreja MEA" e "A Igreja MEA e as Mulheres", respetivamente. Ela fundou a organização Mulheres no Ministério da denominação, que mais tarde se tornou a Comissão das Mulheres e Ministério.

Em 1977, Grant envolveu-se com o Programa de Pesquisa de Mulheres da Harvard Divinity School. O seu envolvimento com este programa levou à criação do Programa Estudos de Mulheres na Religião, no qual ela trabalhou por dois anos. Nesta capacidade:Ela liderou os esforços para juntar as mulheres para abordar o papel e igualdade das mulheres com um papel de posição sobre o status das mulheres escrito na Conferência Geral de 1976, convocando um reunião de ministras na Conferência Geral para dar voz ás preocupações sobre representação nos processos de governo e ministério da Igreja MEA, e levando uma delegação a levar estas preocupações perante o Conselho de Bispos em 1977 em Atlantic City, Nova Jérsia.Em 1981, Grant fundou o Centro para Mulheres Negras na Igreja e Sociedade no Centro Teológico Interdenominacional em Atlanta, onde ela tem o título de Professora. Os programas do centro incluem o Programa de Estudiosas Mulheristas e o Programa Mulheres Negras em Liderança Ministerial.

Grant foi ministra assistente na Igreja Metodista Episcopal Africana Flipper Temple de 1980 a 1982, e mais tarde ministra assistente na Igreja Metodista Episcopal Africana Victory em Atlanta. Ela é agora a Professora Fuller E. Callaway de Teologia Sistemática na União Teológica Interdenominacional em Atlanta. Ela é a viúva do Rev. Dr. John W.P. Collier, Jr., que trabalhou como secretário executivo do Departamento de Missões da Igreja MEA.

Conquistas e contribuições Grant é conhecida pelo seu comprometimento em construir comunidades e igrejas mais fortes. Nas suas capacidades profissionais, ela faz mentoria com numerosos estudantes, particularmente mulheres de cor. Grant foi destacada como contribuidora na edição de abril de 1983 da revista Ebony no artigo "Escola da Religião para Homens Detrás das Grades" e no artigo "Presentes do Espírito" na edição de dezembro de 1992.

Grant recebeu o Prémio do Ministério Dr. Martin Luther King, Jr. em 1986 e tem sido nomeada como Mulher do Ano em Religião pela irmandade Iota Phi Lambda. Ela apareceu no livro Who's Who Among African Americans. Grant atualmente tem um projeto de pesquisa que examina o entendimento africano-americano do divino pela teologia negra e arte negra.

Grant envolveu-se profissionalmente com uma gama de organizações internacionais e nacionais, incluindo o Conselho Mundial de Igrejas, o Conselho Nacional de Igrejas, a Associação Ecumênica de Teólogos do Terceiro Mundo, a Academia de Religião Americana, e a Sociedade para o Estudo da Religião Negra.

Como teóloga mulherista A erudição teologista de Jacquelyn Grant "distingue entre o Cristo remoto e celestial adorado nas igrejas brancas convencionais e o Jesus imanente e íntimo cujas mulheres negras reconhecem como seu amigo".Grant, J. (1989). White Women's Christ and Black Women's Jesus: Feminist Christology and Womanist Response. Atlanta, Ga.: Scholars Press. Grant ilumina quantas mulheres negras partilham um comprometimento em usar a sua fé para evitar a construção de estereótipos. Grant também examina como as mulheres negras são a vasta maioria de participantes ativas nas suas igrejas e que o seu trabalho tende a ser desvalorizado.Jacquelyn Grant, Black Theology and the Black Women, (NY: Orbis Books, 1993), 325.

A professora e antiga pastora argumenta que as mulheres que servem como ativistas para a igreja negra são por vezes colocadas em categorias institucionais pela sua expressão política pela igreja negra. Grant expôe isto e noções semelhantes nos seus escritos. Ela explica que enquanto possa soar como um elogio que as mulheres negras sejam chamadas de "backbone" ("espinha dorsal"), de facto a autora repreende "a parte reveladora da palavra backbone é 'back' (de trás). Tornou-se aparente para mim que a maioria dos ministros que usam este termo fazem referência à localização na vez da função. O que realmente querem dizer é que as mulheres são o 'fundo' e devem ser mantidas lá."

Grant, junto com Katie Cannon e Delores S. Williams, representam a primeira geração de teólogas mulheristas. Ela difere de teólogos negros posteriores como James H. Cone, cujo trabalho Grant não pensava adequadamente abordar as realidades vividas das mulheres negras. Grant destaca esta crítica do trabalho de Cone ao apontar que "[as] mulheres negras têm sido invisíveis na teologia incluindo a teologia negra e teologia feminista".Jacquelyn Grant, "Black Theology and the Black Women," em James H. Cone e Gayraud S. Wilmore ed., Black Theology: A Documentary History, Volume I, 1996-1979, (NY: Orbis Books, 1993), 326. Grant também notavelmente argumenta que a opressão de mulheres negras é diferente da dos homens negros. Ela também avança a ideia de que as mulheres negras são mais oprimidas e de forma final necessitam de liberação mais que as mulheres brancas e homens negros.

Grant e Cone ambos influenciaram a estudiosa Delores S. Williams, que produziu a comummente referida definição de teologia mulherista:Teologia mulherista é uma voz profética preocupada pelo bem-estar de toda a comunidade afro-americana, homem e mulher, adultos e crianças. A teologia mulherista tenta ajudar as mulheres negras a verem, afirmarem, e terem confiança na importância da sua experiência e fé para determinar o caráter da religião cristã na comunidade afro-americana. A teologia mulherista desafia todas as forças opressivas impedindo a luta das mulheres negras pela sobrevivência e pelo desenvolvimento de uma qualidade de vida positiva e produtiva propícia à liberdade e bem-estar das mulheres e das famílias. A teologia mulherista opõe toda a opressão baseada em raça, sexo, classe, preferência sexual, habilidade física, e casta.Dolores S. Williams, ''Sisters in the Wilderness'' (Orbis Books, September 1995), 67

Receção do livro O seu livro de 1989 "White Women's Christ and Black Women's Jesus: Feminist Christology and Womanist Response" foi um best seller. O texto fala da relação complexa entre a Cristologia e o Feminismo. Nele, Grant centra as vozes das mulheres negras e as interseções entre a Cristologia e a teologia mulherista, abordando as experiências históricas e atuais das mulheres negras.

O trabalho de Grant em White Women's Christ and Black Women's Jesus: Feminist Christology and Womanist Response transmitiu a "renderização tri-dimensional da situação [das mulheres negras] como complexa. Um poderia dizer que não só são as oprimidas dos oprimidos, mas a sua situação representa o 'particular dentro do particular'", como a autora Joan M. Martin assinalou em The Notion of Difference for Emerging Women Ethics. Ao explorar a relação entre mulheres negras e Jesus como um "divino co-sofredor", a contribuição de Grant para a teologia mulherista fornece exemplos com significado e um enquadramento teórico para alimentar a conversa e pesquisa sobre um conjunto de tópicos lidando com as experiências das mulheres negras.

Publicações

White Women's Christ and Black Women's Jesus: Feminist Christology and Womanist Response (Atlanta, Ga.: Scholars Press, 1989. American Academy of Religion academy series). (co-ed. com Randall C. Bailey) The Recovery of Black Presence: An Interdisciplinary Exploration : Essays in Honor of Dr. Charles B. Copher. Nashville: Abingdon Press, 1995. Perspectives on Womanist Theology. Atlanta: ITC Press, 1995. "Black women and the church" em Hull, Gloria T., Patricia Bell-Scott, e Barbara Smith (eds), All the Women Are White, All the Blacks Are Men, but Some of Us Are Brave: Black Women's Studies. Old Westbury, N.Y.: Feminist Press, 1982. "The challenge of the darker sister" em Soskice, Janet Martin, e Diana Lipton. Feminism and Theology. New York: Oxford University Press, 2003.

Referências

Categoria:Teólogos metodistas Categoria:Pessoas vivas Categoria:Nascidos em 1948 Categoria:!Artigos com hCards Categoria:Teólogas mulheristas