O Chá do Labrador é o nome comum de três espécies de arbustos perenes muito semelhantes, do género Rhododendron. As folhas destes são utilizadas para chá ervanário ou tisanas. As três espécies denominadas ''chá de Labrador '' pertencem à família Ericaceae e são nativas de zonas húmidas subárticas e boreais. O chá do Labrador (com referência às terras de Labrador, Canadá) tem sido usado há séculos como bebida medicinal pelas culturas indígenas do Canadá como os Dene, Inuit, Athabaskan, doutros povos nativos da América do Norte incluindo Alasca, e como remédio natural contra gripes pelos povos Sámi da Fenoscândia e povos da Sibéria.

Descrição As três espécies utilizadas na preparação de chá-do-labrador são arbustos baixos, de crescimento lento e folhagem persistente (sempre-verdes): Rhododendron tomentosum (chá-do-labrador do norte, anteriormente *Ledum palustre*), Rhododendron groenlandicum (chá-do-labrador-do-brejo, anteriormente Ledum groenlandicum* ou *Ledum latifolium*) e Rhododendron neoglandulosum (chá-do-labrador do oeste ou *trapper's tea*, anteriormente *Ledum glandulosum* ou *Ledum columbianum*). Rhododendron groenlandicum é o nome científico atual segundo o ITIS. Com base em evidências filogenéticas, o género *Ledum* foi incorporado no género *Rhododendron*, passando a constituir uma secção ou subsecção deste último. As folhas do *R. groenlandicum* medem entre 2 e 6 centímetros com textura dura. A parte superior das folhas apresenta uma espêssa cutícula cerosa, enquanto que a parte inferior é coberta por uma densa pilosidade branca que adquire uma coloração ferrugínea com o envelhecimento.

Floraçāo As flores do *R. groenlandicum* são pequenas, brancas e perfeitas (bissexuais). Agrupam-se em conjuntos de até 35 flores, com pétalas com aproximadamente 1 cm de comprimento. Com cinco pétalas de forma oval, a planta exala um intenso perfume doce e produz néctar pegajoso a fim de atrair polinizadores.

Polinizadores A *R. groenlandicum* é auto-compatível; no entanto, a autofecundação resulta numa menor formação de frutos e em menos sementes por fruto. A polinização é realizada principalmente pelas abelhas; contudo outros insetos como as borboletas e escaravelhos, podem realizar a polinização. Nos habitats naturais, as suas raízes desenvolvem-se sob camadas de musgo, com cerca de 45 cm de profundidade. Nas suas raízes finas e pilosas, a planta forma associações micorrízicas. Estas associações auxiliam a planta a obter azoto e fósforo do solo, decompondo a matéria orgânica, o que melhora a tolerância à seca eventual, e a resistência aos patógenos.

Categoria:Chás