A temporada de furacões no Atlântico de 2026 é a temporada anual de ciclones tropicais na bacia do Atlântico atualmente em curso. A temporada começou oficialmente em 1º de junho e terminará em 30 de novembro, datas adotadas por convenção, descrevendo historicamente o período em cada ano em que a maior parte da ciclogênese tropical ou subtropical ocorre no Oceano Atlântico (mais de 97%).

Segundo a NOAA, devido a um super El Niño a temporada deverá ser menos intensa em 2026 e dados da CSU apontam que pode haver até 45% menos desses sistemas nomeados no Atlântico este ano (previsão de ocorrerem 9, comparado a uma média anual de 14).

A previsão de uma temporada abaixo da média foi se confirmando e até 11 de setembro, segundo o NHC, foi a primeira vez desde 1966 (início da era dos satélites) que nenhum furacão havia se formado na região (ciclone tropical com ventos sustentados de +120 km/h).

Previsões sazonais +Previsões da atividade tropical na temporada de 2026FonteDataNamedstormsFuracõesMajorhurricanesRefMédia (1991–2020) 14.4 7.2 3.2 Atividade recorde alta30157†Atividade recorde baixa10†0† TSR11 de dezembro de 20251473UA7 de abril de 20262094CSU9 de abril de 20261362TSR9 de abril de 20261251TWC16 de abril de 20261262UPenn21 de abril de 20267–13N/AN/ANCSU22 de abril de 202612–156–92–3SMN22 de abril de 202611–154–71–2INSMET5 de maio de 20261152NOAA21 de maio de 20268–143–61–3UKMO*28 de maio de 2026952CSU10 de junho de 20261152UA14 de junho de 20261353CSU8 de julho de 2026941NOAA6 de agosto de 20267–132–60–2Atividade atual800* Apenas junho–novembro† Mais recente de eventos.

Em antecipação de, e durante, cada época de furacões, várias previsões de atividade de furacões na temporada são emitidos pelos serviços nacionais de meteorologia, agências científicas, e peritos reconhecidos de furacões. Estes incluem previsões de meteorologistas dos Estados Unidos (NOAA) Climate Prediction Center, Tropical Storm Risk (TSR), o Met Office do Reino Unido, e a Universidade Estadual de Colorado (CSU). Estas previsões dos meteorologistas incluem alterações semanais e mensais em fatores importantes que ajudam a determinar o número de tempestades tropicais, furacões, e furacões maiores dentro a época em particular.

De acordo com a NOAA e CSU, a época média de furacões entre 1991 e 2020 continha cerca de 14 tempestades nomeadas, 7 furacões, e 3 furacões maiores (Categoria 3 ou mais intenso), assim como o índice de Energia ciclónica acumulada (ECA) de 72–111 unidades. Em termos gerais, ECA é a medida de força do ciclone tropical ou subtropical multiplicado pelo tempo que existiu. ECA é apenas calculado para avisos completos em ciclones tropicais ou subtropicais específicos onde os ventos atingem 63 km/h ou mais. A NOAA tipicamente descreve a época como acima da média, média, ou abaixo da média dependendo do índice cumulativo do ECA; mas o número de ciclones tropicais, furacões ou furacões maiores também são tidos em conta.

Pré-temporada

Previsões iniciais

Em 21 de maio de 2026, o Serviço Nacional de Meteorologia da NOAA previu uma temporada de furacões abaixo da média, com os especialistas indicando uma probabilidade de 35% de uma temporada próxima da média, 10% de uma temporada acima da média e 55% de uma temporada abaixo da média. A agência previu então um total de 8 a 14 tempestades nomeadas (ventos de 63 km/h ou mais), das quais de 3 a 6 se deveriam virar furacões (ventos de 119 km/h ou mais), incluindo de 1 a 3 furacões de grande intensidade (categoria 3, 4 ou 5, com ventos de 179 km/h ou mais). +ÓrgãoDataTotal de ciclones nomeadosFuracõesSuperfuracõesRefCSU9 de abril1362TSR9 de abril1251NOAA21 de maio8-143-61-3

Previsões de meio de temporada Em 8 de julho, a CSU (Universidade Estadual do Colorado), que já havia emitido duas previsões prévias, escreveu que havia reduzido ainda sua revisão para a temporada e que agora se esperava "uma temporada bem abaixo do normal" devido ao "alto potencial para um El Niño forte no pico da temporada de furacões".

Já a NOAA em sua previsão de 6 de agosto rebaixou a probabilidade de 8 a 14 ciclones tropicais nomeados para 7 a 13 e aumentou de 55 para 75% a probabilidade de que fosse uma temporada com atividade abaixo do normal. ÓrgãoDataTotal de ciclones nomeadosFuracõesSuperfuracõesRefTSR7 de julho1152CSU8 de julho941NOAA6 de agosto7-132-60-2

Resumo sazonal

Sistemas Tempestade tropical Arthur

A Tempestade Tropical Arthur foi o primeiro sistema nomeado da temporada de furacões do Atlântico de 2026. Formou-se em 17 de junho de 2026 na costa do Texas, no Golfo do México, originado de uma onda tropical que se juntou com os restos da Tempestade Tropical Cristina do Pacífico Leste.

Foi um ciclone de curta duração e mal organizado, com um pico de ventos sustentados de 45 mph (75 km/h) e pressão mínima de 999 mbar. Fez landfall perto de Galveston, Texas, como uma tempestade tropical mínima e degenerou para baixa remanescente na manhã seguinte, dissipando-se em 18 de junho.

Causou prejuízos estimados em mais de US$ 1 bilhão e quatro mortes foram atribuídas ao sistema.

Estados Unidos: causou inundações repentinas no Texas e partes da Louisiana receberam quase 800 mm de chuva. Dezenas de tornados se formaram na Costa do Golfo e avisos de inundação se estenderam do Texas até o sul da Geórgia.

México: houve chuvas significativas no norte do México que inundaram estradas e causaram enchentes de rios em Piedras Negras.

Tempestade tropical Bertha

Tempestade tropical Cristobal

Tempestade tropical Dolly

Tempestade tropical Edouard

Tempestade tropical Fay

Tempestade tropical Gonzalo

Tempestade tropical Hanna

A seguinte lista de nome, emitida pela Organização Meteorológica Mundial, neste temporada. Esta é a mesma lista usada na temporada de 2020, com exceção de Leah, que substituiu Laura Arthur Bertha Cristobal Dolly Edouard

Gonzalo

O nome Dolly foi notado por coincidência sendo utilizada perto da morte de Dolly Parton, que aconteceu dois dias antes da formação do sistema.

Efeitos sazonais Esta é uma tabela de todas as tempestades que se formaram na temporada de furacões no Atlântico de 2025. Inclui sua duração, nomes, intensidades, áreas afetadas, danos e totais de mortes. As mortes entre parênteses são adicionais e indiretas (um exemplo de morte indireta seria um acidente de trânsito), mas ainda estavam relacionadas àquela tempestade. Danos e mortes incluem totais, seja furacão, seja tempestade tropical e subtropical, seja depressão tropical e subtropical. Todos os valores de danos estão registados em dólar norte-americano.

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Ver também

Temporada de furacões no Pacífico de 2026

Notas

Referências

Ligações externas

Website do National Hurricane Center

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