O ácido rosmarínico (C₁₆H₁₆O₈) é um composto polifenólico natural e um éster do ácido cafeico, amplamente sintetizado por plantas da família Lamiaceae — como o alecrim (Rosmarinus officinalis), a sálvia, a melissa e a hortelã — e da família Boraginaceae. Biologicamente, este metabolito secundário resulta de uma rota metabólica complexa que une as vias da fenilalanina e da tirosina, atuando na defesa vegetal contra stress biótico, herbívoros e radiação ultravioleta. Na vertente biomédica, destaca-se como um potente antioxidante capaz de neutralizar radicais livres e quelar iões metálicos, superando a eficácia protetora de compostos clássicos como a vitamina E. O seu mecanismo anti-inflamatório envolve a modulação do sistema do complemento e a inibição das enzimas ciclo-oxigenase (COX) e lipo-oxigenase, o que valida o seu potencial terapêutico no controlo de doenças crónicas, processos alérgicos e quadros inflamatórios agudos. Investigações recentes evidenciam também propriedades neuroprotetoras relevantes, caracterizadas pela atenuação da agregação de peptídeos beta-amiloides associados à doença de Alzheimer, além de efeitos antimicrobianos, antivirais e antitumorais, com foco na indução da apoptose em linhagens de células cancerígenas. Devido à sua versatilidade e ao perfil de segurança biológica, o ácido rosmarínico é altamente valorizado pelas indústrias farmacêutica, cosmética e alimentar, onde atua respetivamente como princípio ativo em suplementos de antienvelhecimento, agente fotoprotetor em dermocosméticos e conservante natural contra a oxidação lipídica.

Categoria:Antioxidantes Categoria:Antivirais Categoria:Conservantes alimentares Categoria:Ésteres Categoria:Fenóis Categoria:Lamiaceae Categoria:Neuroprotetores