Antônio do Ó nascido na Cidade de Sousa, Paraiba, Brasil, em 08 de março de 1851, faleceu na Cidade de Lagoa, Paraiba, Brasil, em 1930, filho de Francisco do Ó da Costa e de Maria Angélica da Conceição, foi um cangaceiro brasileiro do século XIX. Ele atuou na década de 1870 como um dos integrantes do bando liderado por Jesuíno Brilhante, considerado o precursor do cangaço romântico e do banditismo social no Nordeste do Brasil.
Biografia e Atuação no Cangaço Antônio do Ó integrou o grupo inicial de Jesuíno Alves de Melo Calado na região do Oeste Potiguar e nas fronteiras com o estado da Paraíba. De acordo com registros da literatura especializada sobre o cangaço oitocentista, ele esteve presente nas primeiras ações armadas e cercos policiais contra o grupo.
A tradição oral e a literatura de cordel registram episódios específicos sobre sua personalidade e lealdade. Na obra Cancioneiro do Norte (1928), de Rodrigues de Carvalho, é recolhido o "ABC de Jesuíno Brilhante", versos populares cantados na época que narram um cerco policial na cidade de Martins, no Rio Grande do Norte. Nos versos, Antônio do Ó responde prontamente ao chamado de perigo de seu líder:
Mansamente respondeu O senhor Antônio do Ó: – Se me vierem cercar, Meu patrão não fica só. E tal seja o meu destino, Que farei botarem dó.
Na memória popular dos sertões, Antônio do Ó também é lembrado por seus desentendimentos com o cangaceiro Pinta Manta, outro personagem célebre da história do banditismo regional, com quem disputava espaço e respeito dentro do contexto dos conflitos contra a família Limão (históricos inimigos de Jesuíno Brilhante).
De acordo com registros históricos e a literatura especializada sobre o cangaço oitocentista, Antônio do Ó esteve presente nas primeiras reações armadas do grupo. Ele participou do bando ao lado de outros nomes notórios do bando primitivo, como Manuel Pajeú, José Antônio (apelidado de "Padre"), Benício e Manuel de Ló.
Ele participou ativamente dos confrontos contra as forças policiais e milícias locais (como os aliados da família Agapito) na localidade de Gravatá de Cima, ajudando a dispersar as volantes estatais e a confiscar armamentos para o bando de Jesuíno Brilhante. O bando ficou popularmente conhecido por saquear comboios de alimentos enviados pelo governo imperial e distribuí-los entre a população afetada pela seca, além de combater o poder dos coronéis da região.
Ver também Jesuíno Brilhante Cangaço
Referências A história de Jesuíno Brilhante Jornal Diário do Nordeste «Rio Grande do Norte». Diário de Pernambuco, ano LV, edição 279, página 2/1ª Coluna/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. 4 de dezembro de 1879 Biografia Jesuíno Brilhante Enciclopédia O Nordeste Seminário “Memória do Cangaço de Jesuíno Brilhante” será realizado dia 14 de março na Paraíba Arquivado em 19 de junho de 2015, no Wayback Machine. Revista Raiz - Cultura do Brasil História do RN - O Cangaceiro Potiguar Jesuíno Brilhante Arquivado em 4 de setembro de 2009, no Wayback Machine. Jornal Tribuna do Norte Maia, Wallysson (2 de março de 2021). «Quem foi Jesuíno Brilhante, o primeiro cangaceiro da história?». Jornal Tribuna, coluna de Walisson Jonatan de Araújo Maia. Consultado em 8 de novembro de 2024 CARVALHO, Rodrigues de. Cancioneiro do Norte. Paraíba, 1928. Disponível em arquivos históricos digitais. CASCUDO, Luís da Câmara. Flor de Romances Trágicos. Rio de Janeiro: Editora Cátedra, 1982 (Menções ao bando primitivo de Jesuíno). BARROSO, Gustavo. Heróis e Bandidos: os cangaceiros do Nordeste. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1917.
Bibliografia JASMIN, Élise, Cangaceiros, Ed. Terceiro Nome, São Paulo, 2006 MELLO, Frederico Pernambucano de., Guerreiros do Sol - O banditismo no nordeste brasileiro, Ed. Massangana, Recife, 1985 NONATO, Raimundo, Jesuíno Brilhante, o cangaceiro romântico, Fund. Vingt-un Rosado, Mossoró, 2000 Categoria:Cangaceiros Categoria:História do Rio Grande do Norte Categoria:História da Paraíba