Cirineu Carlos Letang Silva, o Matador de Travestis, é um assassino em série brasileiro condenado pela morte de seis travestis entre 1992 e 2011 na cidade de São Paulo. É também um ex-policial militar condenado por homicídios cometidos durante o Massacre do Carandiru em 1992.
Ficou conhecido como o último réu a ser julgado pelo que aconteceu no Carandiru. Mesmo condenado a mais de 600 anos pelo massacre a também pelas mortes dos travestis, ele cumpre pena em regime semiaberto numa prisão militar desde 2019.
Crimes
Massacre do Carandiru Em 2 de outubro de 1992, como membro da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA), Cirineu foi convocado para ajudar a controlar uma rebelião as Casa de Detenção de São Paulo, conhecida como Carandiru, quando 111 detentos morreram.
Morte de travestis
Primeiras vítimas Cirineu fez sua primeira vítima em dezembro de 1992 e matou outro travesti em janeiro de 1993.
12 de março de 1993 Na note de 12 de março, dirigindo um Fusca bege 1974, Cirineu circulou por uma área de prostituição e chamou dois travestis, os irmãos Reginaldo Félix da Silva (22 anos, conhecido como Viena) e Jaime Félix da Silva (24 anos, codinome Wilma). Ele os matou e depois usou um objeto cortante para arrancar o pênis de Reginaldo que foi colocado na boca da vítima. Horas depois, numa área de prostituição na Zona Oeste de São Paulo, chamou José Wilson da Silva (30 anos, conhecido como Valéria), que levou um tiro assim que se aproximou do carro.
"Abordava o travesti e, sem motivo aparente, disparava na direção do rosto. 'Assim como outros assassinos em série, ele tinha uma assinatura própria: um tiro no olho direito'”, disse a criminóloga Ilana Casoy para a revista Época.
26 de maio de 2011 Depois de ter cumprido pena de quase 18 anos pelas mortes de Reginaldo, Jaime e José Wilson, Cirineu matou o travesti Alison Pereira Cabral dos Anjos (23 anos, codinome Camila Close) que fazia programas no bairro de Imirim, na Zona Norte de São Paulo. "Letang estacionou a moto e se encaminhou com Alison para o local dos programas - ao ar livre, entre uma árvore e uma Kombi abandonada. Letang pagou com uma nota de R$ 50. Por se recusar a dar o troco de R$ 10, Alison levou vários tiros. Um deles no olho", explicou a Época.
Em março de 1993, dois travestis anotaram a placa do Fusca após presenciarem os crimes contra os irmãos Félix da Silva. De posse dessa informação, Cirineu foi preso, expulso da polícia e condenado a 44 anos de prisão.
Foi solto em março de 2011 e em 26 de maio voltou a matar, vitimando Alison. "Assim que o assassinato de Alison chegou aos delegados da Polícia Civil, o burburinho tomou conta das rodas de café. Alguns funcionários mais antigos lembraram logo do nome de Letang, mas o descartaram como suspeito. Achavam que ele continuava preso. Um delegado de plantão resolveu fazer uma busca mais detalhada. Descobriu, então, que Letang estava em liberdade. A principal pista da investigação era uma anotação, feita às pressas e no escuro, no dia do crime. Um travesti que presenciou os disparos copiou o que conseguira enxergar da placa da moto do assassino: ECJ 0___.", explicou a Época.
De posse dessa informação, os policiais conseguiram um mandado e foram até a casa de Cirineu, onde souberam que ele havia vendido uma moto de placa FJG 0540. Ele foi intimado a se apresentar na delegacia posteriormente, onde foi reconhecido por cinco testemunhas de forma unânime como o matador de Alison, sendo preso em 29 de novembro de 2011.
Em 10 de abril de 2014, quando já estava preso, Cirineu foi condenado pelo 2º Tribunal do Júri de São Paulo a 624 anos de prisão em regime fechado pelas 52 mortes no 3º pavimento do Carandiru.
Letang cumpriu parte da pena em regime fechado em Tremembé, mas em 2019 progrediu novamente para o regime semiaberto, que cumpre numa unidade militar, o Presídio Militar Romão Gomes, o que tem sido questionado, já que ele não é mais militar.
Ver também
Assassinos em série brasileiros
Referências
Categoria:Assassinos em série do Brasil Categoria:Criminosos do Brasil