alt=Mídia animada (gif) dos membros da União Europeia ao longo das décadas.|miniaturadaimagem|445x445px|🇪🇺: Membros da União Europeia ao longo das décadas.

Atualmente são 27 países (Julho de 2026):; ; ; ; ; ; ; ; ; ; Espanha; ; ; ; ; ; ; ; ; ; ; ; ; ; ; Roménia; .

A Ação de Segurança para a Europa ("SAFE" [Security Action for Europe]) é um mecanismo criado pela União Europeia, em 2025. Seu papel é estimular compras conjuntas de armas e equipamentos militares para o reforço da autonomia estratégica da Europa, isto é, indo além de apenas armamento.

O seu funcionamento envolve a concessão de empréstimos a taxas preferenciais aos Estados-membros da UE, bem como o estímulo à flexibilidade fiscal e envolvimento de capital privado na segurança europeia.

Sua adoção foi iniciada em meados de maio de 2025, e a previsão inicial era disponibilizar até 150 bilhões de euros (€) em empréstimos a longo prazo.

Contextos de incidência

Opção A: Estado-membro da UE (sempre no âmbito militar ou de segurança) + outro Estado-membro da UE; Opção B: Estado-membro da UE + Ucrânia; Opção C: Estado-membro da UE + país da organização "EFTA/EEA" (Associação Europeia de Livre Comércio/Espaço Econômico Europeu).

Detalhando:

Há a regra que, no mínimo, 65% do preço total da negociação precisa envolver componentes de origem da UE, ou da EFTA/EEA ou da Ucrânia. Ou seja, em um contrato hipotético de €100 milhões, 50% do valor poderia ser representado por componentes alemães, 10% de componentes noruegueses e 5% de componentes ucranianos (para totalizar €65 milhões). Após atingir esse mínimo, o contrato poderia passar a envolver componentes de outros países não envolvidos pelo SAFE e o empréstimo não iria ser anulado.

Objetivos alt=Mapa ilustrativo da Invasão Russa à Ucrânia|esquerda|miniaturadaimagem|378x378px|Invasão Russa à Ucrânia (2022-presente) Os seus principais objetivos são:

O reforço da autonomia dos Estados-membros;

A compra conjunta de equipamentos de segurança; A manutenção do apoio à Ucrânia (Invasão Russa à Ucrânia); A manutenção dos interesses estratégicos da Europa frente às possíveis hostilidades externas ou internas.

Para tais questões, os fundos do SAFE podem apoiar uma vasta gama de ativos militares, desde sistemas aéreos e navais até drones, capacidades cibernéticas e mobilidade militar (ou seja, não se limita aos armamentos físicos, podendo haver, por exemplo, negociações envolvendo softwares e inteligência artifical).

Para que os objetivos sejam concretizados, o programa é supervisionado por um Grupo Especial dedicado e faz parte da estratégia de defesa mais abrangente da UE, "READINESS 2030".

Contexto Em suma, o SAFE foi erigido na seguinte espiral:

Ocorreu a constatação: "a Europa está com baixa autonomia na defesa"; Foi elaborado o READINESS 2030 (plano político para mitigar a baixa autonomia na defesa até 2030) - antes o seu nome era ReArm Europe, mas o nome foi alterado após críticas da primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni e do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez; Surgiu o mecanismo SAFE (a ferramenta financeira para as compras conjuntas).

Isto é, ocorreu a percepção de que a Europa estava muito vulnerável, tendo em vista uma imensidade de fatores, tais como:

Muitos países europeus carentes de autonomia na própria defesa (não todos, afinal, a França se destaca há anos nessa questão); A Invasão Russa à Ucrânia; A previsão da retirada de soldados estadunidenses do território europeu; A pressão dos EUA (com o governo Trump) na NATO.

Com isso, surgiu o plano político e o mecanismo de compras.

História Ao longo de sua história, o Banco Europeu de Investimento (BEI) contribuiu em iniciativas de projetos militares europeus. Ainda assim, no início de 2025, alguns Estados-membros da UE começaram a solicitar a criação de um fundo separado e de um banco europeu de rearme, o qual poderia abarcar "países de postura alinhada com as pesperctivas da UE".

Até Julho de 2026, o "European Rearmament Bank" não havia sido criado, todavia, o SAFE está suprindo parte dessas demandas. Inclusive, a Polônia foi o primeiro país a assinar um empréstimo com o SAFE, envolvendo 44 bilhões de euros (€).

Em maio de 2025, o Conselho Europeu havia anunciado a aprovação final do instrumento SAFE numa reunião do Conselho de Assuntos Gerais (CAG), com apenas a Hungria a abster-se.

Inclusive, SAFE também é visto como uma ferramenta para atingir a meta financeira da OTAN: o padrão de direcionamento orçamentário de 5% para a defesa, por país, conforme definido na cúpula da OTAN de 2025 em Haia, nos Países Baixos, com grandes cobranças dos EUA e da política de Donald Trump.

Casos especiais

A Hungria apesar da abstenção em 2025, passou a apresentar menos relutância com diversos objetivos europeus de defesa conjunta. Notadamente após após a derrota do antigo primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, nas eleições parlamentares de 2026. Não obstante, o usufruto do Plano SAFE pela Hungria encontrou impedimentos. Mesmo após a derrota de Orbán, muitos países da UE ainda estão analisando a Hungria com cautela.

O Canadá Em dezembro de 2025, o Canadá assinou um acordo com a União Europeia para aderir à iniciativa SAFE. É o primeiro país não europeu a participar no programa. Este acordo dá às empresas de defesa canadianas um maior acesso aos mercados europeus. Anteriormente, o Canadá tinha aderido à ReArm Europe (isto é, o plano político já citado.

O Reino Unido Reino Unido ainda está incluso neste mecanismo. Uma tentativa de diálogo sobre uma possível entrada ocorreu em 2025, mas sem findou sem acordos, com diversos analistas atribuindo esse "fracasso" à relação complexa que o Reino Unido tem com a União Europeia desde o BREXIT.

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