Joaquim de Meneses e Ataíde, O.E.S.A. (Porto, 20 de setembro de 1765 – Gibraltar, 5 de novembro de 1828), foi um músico, frade e prelado português da Igreja Católica, foi bispo com honras de arcebispo de Elvas entre 1820 e 1828.
Biografia Nascido no Porto em 20 de setembro de 1765, era filho de José de Meneses e Ataíde e de Maria Azevedo. Recebeu o hábito dos eremitas de Santo Agostinho, no dia 22 de setembro de 1781, no Convento da Graça, em Lisboa. Recebeu a ordenação presbiteral em 16 de novembro de 1785.Catholic Hierarchy
Em 1799, foi nomeado cronista da Casa do Infantado e logo depois, foi eleito pela sua província como reitor do colégio de Santo Antão, conhecido como Coleginho.Francisco da Silva & Brito Aranha (1860), pp. 133-135
Foi eleito bispo de São Tomé de Meliapor em 31 de julho de 1804, sendo confirmado pelo Papa Pio VII em 29 de outubro seguinte, tomando posse por procuração em 1805. Recebeu a ordenação episcopal em 12 de maio de 1805, de D. Frei Miguel da Madre de Deus da Cruz, O.F.M. Disc., bispo emérito de São Paulo, coadjuvado por D. Luís Rodrigues Vilares, bispo do Funchal e por D. Vicente Alexandre de Tovar, bispo-prelado de Goiás.
Não chegou a ir para a Índia, e em 1811, foi nomeado vigário capitular da diocese do Funchal. Por este serviço, acabou recebendo as honras de arcebispo de D. João VI, rei de Portugal, em 12 de outubro de 1819.
Em 15 de outubro de 1817, D. Frei Joaquim foi nomeado bispo de Elvas, sendo confirmado pela Santa Sé apenas em 10 de junho de 1820. Tomou posse da sé elvense, por procuração, em 9 de outubro de 1820. Fez sua entrada solene no dia 7 de dezembro de 1820. Seria maçom, sendo filiado à Loja Simbólica Liberalidade em Elvas.
Na Ilha da Madeira teria participado de uma contrarrevolução que lhe deu a prisão no Convento de São Vicente de Fora, sendo mais tarde posto inocentado. Num primeiro momento, era adverso às ideias da Constituição de 1822, mas depois abraçou os novos planos, com tal zelo, que foi nomeado Par do Reino em 1826.
Foi compositor de música sacra, com composições feitas para conventos, sem maior relevância artística, mas tocava com fluência.Vieira (1900), p. 63
Com a chegada de D. Miguel a Portugal, com receio de eventuais perseguições por seu posicionamento político, refugia-se em Gibraltar, onde vem a falecer, de peste, em 5 de novembro de 1828.
Bibliografia
Ligações externas
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