Em 7 de julho de 2026, dois artefatos explosivos detonaram nas proximidades do Four Seasons Hotel Damascus, causando a morte de uma pessoa e ferindo outras 36. Os ataques ocorreram durante a visita de Estado do presidente francês Emmanuel Macron. Antecedentes Após a queda do presidente Bashar al-Assad em 8 de dezembro de 2024, o novo governo da Síria enfrentou dificuldades para estabelecer controle total sobre o país e conter os ataques de grupos extremistas e remanescentes do antigo regime. O país também registrou um ressurgimento dos ataques do Estado Islâmico, que explorou falhas de segurança e atacou civis, minorias religiosas e áreas controladas pelo governo.

Em 2 de julho de 2026, um artefato explosivo detonou em um café próximo ao principal complexo judicial de Damasco, no bairro de Midan, causando a morte de 10 pessoas e ferindo outras 21. Nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque, embora muitos sírios tenham responsabilizado os leais ao antigo regime de Assad. Durante os cortejos fúnebres realizados em 3 de julho, os enlutados exigiram que os responsáveis fossem levados à justiça. No mesmo dia, um homem em uma motocicleta atacou um posto de controle de segurança no subúrbio damasceno de Jaramana com granadas de mão, ferindo três agentes de segurança antes de morrer quando outra granada explodiu em sua mão. As autoridades sírias prenderam outro suspeito em conexão com o ataque. Atentado Por volta das 11h00 (AST) de 7 de julho de 2026, dois artefatos explosivos improvisados detonaram entre o Four Seasons Hotel e o edifício do Ministério do Turismo, em Damasco, enquanto o presidente francês Emmanuel Macron realizava uma visita de Estado à Síria.

Segundo o Ministério do Interior da Síria, as forças de segurança haviam descoberto dois artefatos explosivos improvisados nas proximidades do hotel. Uma bomba foi colocada em uma lixeira, enquanto a outra foi instalada em um veículo estacionado próximo ao Four Seasons Hotel. O porta-voz do ministério, Nour al-Baba, afirmou que as bombas haviam sido colocadas apenas alguns minutos antes das explosões. As explosões feriram pelo menos 18 pessoas, entre civis e membros das forças de segurança. As detonações danificaram diversos veículos próximos e estilhaçaram as janelas dos edifícios ao redor, incluindo estruturas situadas nas imediações do Four Seasons Hotel. Até 8 de julho de 2026, o Ministério da Saúde informou um morto e 36 feridos.

A primeira explosão ocorreu pouco depois de o comboio de Macron deixar o Four Seasons Hotel em direção ao Palácio do Povo, onde estava prevista uma reunião com o presidente sírio Ahmed al-Sharaa. O Palácio do Eliseu confirmou que Macron estava em segurança e que prosseguiria com sua visita a Damasco. Autores Em 9 de julho de 2026, o Ministério do Interior da Síria anunciou a prisão de todos os membros de uma célula acusada de realizar os atentados de Damasco durante a visita do presidente francês Emmanuel Macron. O ministro do Interior sírio, Anas Khattab, e o comandante da segurança interna de Rif Dimashq, Ahmed al-Dalati, afirmaram que as forças de segurança realizaram operações coordenadas em Damasco e na sua zona rural, incluindo áreas como al-Qutayfah, Sayyidah Zaynab, Qudsaya e Ash al-Warwar, e capturaram uma célula ligada ao Estado Islâmico responsável pelos ataques.

Reações O presidente Emmanuel Macron expressou solidariedade aos feridos nos atentados de Damasco e destacou a necessidade de manter uma postura firme em matéria de segurança, afirmando que os ataques não deveriam desestabilizar a Síria nem prejudicar o caminho rumo à reconstrução e à estabilidade.

Condenações internacionais e regionais, bem como manifestações de solidariedade, vieram do Egito, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Palestina, Catar, Arábia Saudita, Turquia, Emirados Árabes Unidos, o Conselho de Cooperação do Golfo e a Liga Muçulmana Mundial.

Categoria:Atentados terroristas na Síria