Doroti Rodrigues (Montes Claros, 6 de outubro de 1946 – 30 de junho de 2026; em hebraico: רבקה חיה בת גדעון הכהן, Rivka Chaya bat Gideon HaKohen) foi uma enfermeira brasileira, considerada pioneira no cuidado de recém-nascidos prematuros no Brasil. Era filha de Egídio Rodrigues Batista e de Maria das Mercês Luiz de Queiroz, e neta de José Luiz de Queiroz. Sua atuação profissional é relacionada ao desenvolvimento da neonatologia e à consolidação da enfermagem hospitalar regulamentada na segunda metade do século XX.
Trajetória profissional Doroti Rodrigues formou-se em enfermagem e dedicou sua carreira à assistência neonatal, com atuação no cuidado de recém-nascidos e bebês prematuros. Sua atuação é descrita em fonte biográfica como vinculada aos berçários e ao atendimento de prematuros em um período no qual a neonatologia brasileira se estruturava como campo hospitalar especializado.
O trabalho de enfermagem nesse campo envolvia vigilância contínua, manutenção da temperatura corporal, alimentação, higiene, controle do ambiente e identificação precoce de sinais de risco em recém-nascidos de baixo peso. A atuação de enfermeiras junto a prematuros tornou-se parte central da assistência neonatal moderna.
Assistência neonatal no Brasil O cuidado hospitalar ao recém-nascido transformou-se no século XX com a criação de berçários especializados, o uso de incubadoras, o controle térmico, a alimentação assistida e a vigilância clínica contínua de crianças de baixo peso.
Com o desenvolvimento das unidades de terapia intensiva neonatal, o cuidado ao recém-nascido de risco passou a envolver tecnologias hospitalares, monitoramento permanente e maior integração entre equipe médica, enfermagem e família. Estudos históricos sobre a área destacam a importância dos saberes e práticas da enfermagem para a consolidação do cuidado neonatal.
Profissionalização da enfermagem A formação moderna da enfermagem brasileira teve entre seus marcos a Escola de Enfermagem Anna Nery, vinculada à Universidade Federal do Rio de Janeiro, cujo primeiro currículo foi implantado em 1923 e se tornou referência para a formação sistemática de enfermeiras no país.
Em 1955, a Lei n.º 2.604 regulou o exercício da enfermagem profissional no Brasil. Em 1973, a Lei n.º 5.905 criou o Conselho Federal de Enfermagem e os Conselhos Regionais de Enfermagem, responsáveis por disciplinar e fiscalizar o exercício profissional. Esse processo institucionalizou a profissão durante o período em que a assistência hospitalar especializada se expandia no país.
Ver também Enfermagem Neonatologia Prematuridade Conselho Federal de Enfermagem Maria das Mercês Luiz de Queiroz
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