Gerenciamento de torque eletrônico
O gerenciamento de torque eletrônico é o conjunto de estratégias utilizadas pela unidade de controle eletrônico (ECU) para controlar o torque produzido por um motor de combustão interna ou por um sistema de propulsão eletrificado. O objetivo é adequar a entrega de torque às condições de operação do veículo, promovendo desempenho, eficiência energética, segurança, dirigibilidade e redução das emissões de poluentes.
História
O gerenciamento de torque eletrônico tornou-se amplamente utilizado com a introdução dos sistemas de gerenciamento eletrônico de motores nas décadas de 1980 e 1990. A evolução dos microprocessadores automotivos permitiu que a ECU controlasse diversos parâmetros do motor em tempo real, substituindo gradualmente sistemas mecânicos de controle. O desenvolvimento de sensores e atuadores eletrônicos possibilitou maior precisão na administração do torque em diferentes condições de funcionamento.
Funcionamento
O gerenciamento de torque eletrônico utiliza informações provenientes de sensores instalados no veículo para determinar a quantidade de torque necessária em cada situação de operação. Entre as variáveis monitoradas estão a posição do pedal do acelerador, a rotação do motor, a carga, a temperatura, a pressão do coletor de admissão e a velocidade do veículo.
Com base nesses dados, a ECU controla sistemas como:
injeção eletrônica de combustível; ignição eletrônica; corpo de borboleta eletrônico; controle da sobrealimentação; controle de estabilidade; controle de tração.
A estratégia de gerenciamento busca fornecer o torque solicitado pelo condutor, respeitando os limites de funcionamento do motor e dos demais componentes do veículo.
Aplicações
O gerenciamento de torque eletrônico é empregado em diversas aplicações da engenharia automotiva, incluindo:
veículos de passeio; veículos comerciais; veículos híbridos; veículos elétricos; motores destinados à competição; sistemas de controle de emissões.
Vantagens
Entre os principais benefícios do gerenciamento de torque eletrônico destacam-se:
melhoria da dirigibilidade; redução do consumo de combustível; diminuição das emissões de poluentes; aumento da segurança veicular; proteção dos componentes mecânicos; integração com sistemas eletrônicos de assistência ao condutor.
Limitações
O funcionamento do gerenciamento de torque depende do correto desempenho dos sensores, atuadores e da unidade de controle eletrônico. Falhas nesses componentes ou calibrações inadequadas podem comprometer o desempenho do veículo, aumentar o consumo de combustível e provocar falhas de funcionamento.
Ver também
Gerenciamento eletrônico de motores Unidade de controle eletrônico Injeção eletrônica Corpo de borboleta eletrônico Controle eletrônico de estabilidade Controle de tração
Referências
Heywood, John B. Internal Combustion Engine Fundamentals. Bosch. Bosch Automotive Handbook. Stone, Richard. Introduction to Internal Combustion Engines. Guzzella, Lino; Onder, Christopher. Introduction to Modeling and Control of Internal Combustion Engine Systems. SAE International. Electronic Engine Management Systems.
Categoria:Engenharia automotiva