Manuel Inácio dos Anjos Anjinho (m. Janeiro de 2026) foi um médico obstreta português.

Biografia Em 1969 integrou-se como médico obstetra no Hospital do Espírito Santo, em Évora, e logo no ano seguinte passou a dirigir o Serviço de Obstetrícia. Em 1978 tornou-se chefe de clínica, e em 1982 passou a ser responsável pelo serviço hospital de obstetrícia. Alcançou o posto de director do hospital em 1991, tendo-se aposentado em 1999 por ter alcançado o limite de idade. Teve um papel de relevo na medicina a nível nacional, particularmente na região do Alentejo, e combateu as práticas mais obscurantistas, tendo por exemplo promovido a forma como as mulheres poderiam controlar a sua própria saúde. Foi também um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento dos serviços de ginecologia e obstetrícia, com a introdução de protocolos inovadores, e estratégias de formação dos médicos daquelas áreas tanto em território nacional como no estrangeiro. Ficou igualmente conhecido pela forma como dinamizou e protegeu a classe profissional dos enfermeiros, promovendo o seu reconhecimento e formação.

Presidiu igualmente à divisão concelhia de Évora do Partido Social Democrata entre 28 de Abril de 12 de Julho de 1994.

Em Outubro de 2023 foi alvo de uma homenagem por parte da Sub-região de Évora da Ordem dos Médicos, no Centro de Inovação Social da Fundação Eugénio de Almeida, em Évora.

Faleceu em Janeiro de 2026. No obituário publicado pela Rádio Campanário, foi considerado como uma «figura de referência na medicina alentejana e nacional», cuja morte foi «uma perda significativa para a comunidade médica e para todos quantos com ele privaram ao longo de décadas de dedicação à saúde pública». A Unidade Local de Saúde do Alentejo Central também lamentou a sua morte, tendo destacado a sua carreira no no Hospital de Évora, enquanto que o Serviço de ginecologia e obstetrícia daquela unidade de saúde recordou-o como um «profissional de excelência que dedicou, com abnegação e devoção, toda a sua vida clínica a este Serviço do qual foi Diretor», concluindo que «o seu exemplo como homem e médico permanecerá na memória de todos que, com ele, privaram».

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