O grito homofóbico é uma canção que torcedores mexicanos costumam cantar durante partidas da Seleção Mexicana de Futebol (e, em menor escala, de clubes) sempre que o goleiro do time adversário está prestes a cobrar um tiro de meta. Popularmente, o cântico também é conhecido como "¡Eeeeeeh... putooo!", o que gerou críticas por reforçar a homofobia no esporte.

Origem Acredita-se que o cântico tenha se originado na década de 1980 em Monterrey, onde torcedores em jogos de futebol americano de ligas menores cantavam "¡eeeh pum!" durante o pontapé inicial. Esse cântico não era usado de forma pejorativa, já que a palavra "pum" se refere a algum tipo de impacto. Embora se acredite que a forma atual do cântico tenha surgido entre 2000 e 2003, com torcedores do Atlas F.C. direcionados ao goleiro Oswaldo Sánchez, não há fontes primárias que corroborem essa afirmação, e ela permanece como uma lenda urbana.

O primeiro uso documentado do cântico por torcedores dessa maneira ocorreu em 22 de maio de 2004, durante o jogo de volta da repescagem entre Cruz Azul e C.F. Pachuca no torneio Clausura 2004. Os torcedores do Pachuca cantavam repetidamente a palavra "puto" toda vez que Óscar Pérez afastava a bola.

Críticas e sanções Devido ao significado da palavra "puto" nos países de língua espanhola, o cântico recebeu atenção negativa na Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Os mexicanos o defenderam, citando seu uso tradicional na Liga MX. Em 23 de junho de 2014, a FIFA encerrou sua investigação, concluindo que o cântico "não foi considerado ofensivo no contexto específico". A organização antidiscriminação Football Against Racism in Europe criticou a decisão como "decepcionante".

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