A Área de Proteção Ambiental da Bacia do Córrego da Velha (APA da Bacia do Córrego da Velha) é uma área protegida de uso sustentável localizada no município de Luz, estado de Minas Gerais, Brasil. A unidade foi criada pela Lei Municipal nº 1.123/2001, de 10 de abril de 2001, e o sistema de gestão foi aprovado pela Portaria nº 334, de 24 de julho de 2023.

Características Conforme estabelecido na Lei Municipal nº 1.123/2001, em seu artigo 1º, parágrafo primeiro, a finalidade da criação da APA foi "assegurar o bem-estar das populações ali existentes, bem como a de todo o município, a melhoria da qualidade de vida, além de proteger e preservar a fauna, flora e os recursos hídricos, promovendo assim o uso sustentado da área para as futuras gerações".

A APA apresenta um mosaico de diferentes ambientes, como brejo, capoeira e pequenos fragmentos de mata, e está dividida em duas grandes zonas pela Lei nº 1.123/2001: Zona de Vida Silvestre: ocupa 19,91% do território da APA, ou 926,22 hectares, e está subdividida em Zona de Preservação e Zona de Conservação da Vida Silvestre. Destina-se a "salvaguardar e proteger a biota nativa, para garantir a manutenção dos ecossistemas". Na Zona de Preservação da Vida Silvestre, que corresponde a 13,66% do território da APA, estão proibidas atividades "que importem em alteração antrópica da biota". Zona de Uso Agropecuário: atividades que possam causar degradação ao meio ambiente são controladas.

Clima O clima local é caracterizado como de savana tropical, com estações seca e chuvosa (outubro a março) bem definidas, precipitação pluviométrica entre 1.000 a 1.500 mm, e temperatura média anual de 21 a 22° C.

Recursos hídricos A APA da Bacia do Córrego da Velha integra a microbacia do ribeirão Jorge Pequeno, afluente da margem esquerda do rio São Francisco.

Biodiversidade Flora Inserida no bioma Cerrado, a APA apresenta fragmentos de floresta estacional semidecidual em fase de regeneração natural. A variabilidade de hábitats favorece os números expressivos da avifauna local.

Fauna Avifauna: apresenta elevado número de espécies, com 194 espécies de aves registradas, dentre as quais destacam-se o cisqueiro-do-rio (Clibanornis rectirostris), soldadinho (Antilophia galeata), gralha-do-campo (Cyanocorax cristatellus) e o batuqueiro (Saltatricula atricollis), endêmicos do Cerrado; beija-flor-de-fronte-violeta (Thlurania glaucops), teque-teque (Todirostrum poliocephalum), saíra-ferrugem (Hemithraupis ruficapilla), endêmicos da Mata Atlântica; e duas espécies ameaçadas: colhereiro (Platalea ajaja) e a jandaia-de-testa-vermelha (Aratinga auricapillus). Herpetofauna: foram registradas cerca de 12 espécies de répteis e 33 de anfíbios (dentre os quais destaca-se o Ameerega flavopicta, endêmico do Cerrado). Mamíferos: foram contabilizadas 68 espécies, sendo 33 de médio e grande porte, dentre as quais o Sus scrofa é considerado espécie invasora. Ictiofauna: foram catalogadas 93 espécies, das quais 34 são endêmicas da Bacia do rio São Francisco e uma está ameaçada de extinção (Brycon nattereri).

Visitação As áreas de proteção ambiental incluem terras públicas e privadas. As áreas públicas normalmente são de livre acesso; para as privadas, depende da autorização do proprietário. É recomendável consultar o órgão gestor antes da visita (neste caso, a Prefeitura Municipal de Luz).

Ligações externas

Bacia do Córrego da Velha Categoria:Fundações no Brasil em 2001