Goda da Inglaterra (em inglês antigo: Godgifu; 1004 – 1047/49 ou 1056) foi princesa da Inglaterra por nascimento. Ela foi casada com Drogo de Mantes, conde de Valois e de Vexin, e depois foi esposa de Eustácio II, Conde de Bolonha.

Família Goda, cujo nome significa "presente de Deus", foi a única filha do rei Etelredo II de Inglaterra e de sua segunda esposa, Ema da Normandia.

Os seus avós paternos eram o rei Edgar de Inglaterra, e sua terceira esposa, Elfrida. Os seus avós maternos eram o duque Ricardo I da Normandia e sua segunda esposa, Gunora de Crépon.

Ela teve dois irmãos, Alfredo Atelingo, o penúltimo rei anglo-saxão da Inglaterra, Eduardo, o Confessor, e dois meio-irmãos por parte do casamento da mãe, Ema, com Canuto II da Dinamarca: Canuto III, rei da Inglaterra, Dinamarca e Noruega, e Gunilda, esposa do imperador Henrique III do Sacro Império Romano-Germânico.

Biografia Em 1013, Goda seguiu os irmãos no exílio após a morte do pai e da ascensão de Canuto ao trono inglês.

Conforme registrado no Domesday Book, Goda tinha sido proprietária da vila de Toddington, hoje no condado de Gloucestershire.

No dia 7 de abril de 1024, Goda se casou com Drogo de Mantes, com quem teve dois filhos. O casamento durou até a morte do conde, em 13 de agosto de 1035, enquanto participava duma peregrinação para a Terra Santa. Segundo Orderico Vital, o seu casamento com Drogo teria sido arranjado pelo duque Roberto I da Normandia, parente da princesa. No entanto, isso provavelmente é um erro, pois Roberto apenas sucedeu como duque em 1027, quando Goda já estava casada.

Em 1036, a princesa se casou com Eustácio, futuro conde da Bolonha, mas não teve filhos com ele. Após sua morte, Eustácio se casou com Ida da Lorena.

Não há um consenso sobre a data exata da morte de Goda. Segundo a autora Heather J. Tanner, a data correta é de 1047, e ela também alega que Eustácio se casou novamente em 1049. Já a historiadora Elisabeth van Houts sugere o ano de 1056 para a morte de Goda. Devido ao fato de que o marido dela apenas ascendeu a posição de conde da Bolonha em 1049, não se sabe ao certo se ela chegou a viver o suficiente para se tornar condessa.

Segundo o historiador David Bates, o casamento entre Goda e Eustácio foi criticado por motivos indeterminados pelo Concílio de Reims, em 1049, o qual foi presidido pelo Papa Leão IX. Devido a isso, o casamento parece ter acabado, e Goda retornou a Inglaterra, onde foi bem recebida e tratada pelo irmão.

Após a Conquista normanda da Inglaterra, em 1066, as terras que anteriormente pertenceram a Goda, em Buckinghamshire, foram dadas ao cavaleiro flamengo-normando, Bertrando de Verdun, senhor de Farnham Royal, e também ao cavaleiro bretão, Raul, conde de Fougères.

Descendência Do primeiro casamento: Raul de Mantes (1025/30 - 21 de dezembro de 1057), também conhecido como "Raul, o Tímido". Foi aliado do tio, o rei Eduardo, que o investiu como conde de Hereford. Foi casado com Guida, proprietária de terras, possivelmente uma parente de Goduíno, Conde de Wessex, com quem teve um filho, Haroldo de Ewias. Valter III de Mantes (antes de 29 de março de 1030 ou 10 abril de 1031 - 2 de agosto de 1063), sucessor do pai como conde de Vexin. Foi casado com Biota de Maine; após a morte do sobrinha dela, Heriberto II, conde de Maine, em março de 1062, ele reivindicou o condado em nome da esposa. Mais tarde, foi capturado, junto a esposa, pelo então duque Guilherme II da Normandia, futuro rei Guilherme I de Inglaterra, em Falaise, onde morreram envenenados.

Ascendência

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