Dom Frei Laurentius Zeller O.S.B. (Riedlingen, 13 de julho de 1873 – Belém do Pará, 1 de setembro de 1945) foi um abade e bispo beneditino alemão, que também atuou no Brasil.
Biografia Laurentius Zeller nasceu em 13 de julho de 1873, em Riedlingen, no atual estado de Baden-Württemberg. Ele era filho do jardineiro August Zeller e de sua esposa Josephine Zeller. Após completar seus estudos secundários, Zeller ingressou no mosteiro da arquiabadia de Beuron em 1892. Depois de se afastar temporariamente por motivos de saúde, trabalhou como tutor no Castelo de Allmendingen para o Barão Ernst von Freyberg. Então, em 1894, mudou-se como noviço para a abadia de Seckau, na Estíria. Ali, ele professou seus votos em 10 de setembro de 1895. Estudou na Universidade Beneditina de Santo Anselmo, em Roma (1896-1900), doutorando-se em Teologia em 1900. Foi ordenado sacerdote em 1 de abril de 1899, em Roma.
Zeller lecionou matemática e filosofia brevemente em Seckau e, em 1901, tornou-se professor de dogmática e história da filosofia em Santo Anselmo, Roma. Em 9 de outubro de 1908, Zeller foi eleito segundo abade de Seckau e recebeu a bênção em 18 de outubro do Príncipe-Bispo Leopold Schuster, de Graz-Seckau. Em 1913, ele foi nomeado Visitante da Congregação Beneditina Brasileira; Zeller realizou visitas de reconhecimento e, após retornar a Roma, foi nomeado administrador apostólico das abadias brasileiras. Em 1918, após a morte do Arquiabade Ildefons Schober, Zeller não foi eleito arquiabade de Beuron, mesmo sendo o abade com mais tempo de serviço na congregação. Ele permaneceu hostil ao Arquiabade Raphael Walzer, que foi eleito em seu lugar, até a renúncia de Walzer em 1937.
Após a Primeira Guerra Mundial, a Abadia de Seckau se refugiou fora da Áustria por receio da situação política; diante disso, o Bispo Korum de Tréveris concedeu ao convento a antiga Abadia de São Matias. Assim, em 1922, Zeller e um grande número de monges das abadias de Seckau e Maria Laach foram instalados lá. A grande responsabilidade por duas abadias acabou levando o abade Zeller a renunciar a Seckau e assumir o cargo de abade de São Matias em 8 de setembro de 1925.
Em 1928, ele realizou uma viagem em nome do papa Pio XI. Ele e o abade Simon Landersdorfer conduziram uma visitação extraordinária aos mosteiros beneditinos austríacos, durante a qual nomeou, destituiu e reconduziu vários abades. Em 1934, realizou uma visitação papal à abadia-mãe de Beuron com o abade Ildefons Herwegen de Maria Laach. Em 1932, foi encarregado da administração do território missionário no Rio Branco e visitador dos mosteiros brasileiros; depois, nomeado Delegado Apostólico no Brasil em 1936 e postulado e confirmado como Arquiabade da Congregação Brasileira em 19 de dezembro de 1938. Com seus novos encargos, renunciou à Abadia de São Matias em 17 de dezembro de 1938.
Em 7 de janeiro de 1939, Frei Laurentius foi nomeado administrador apostólico ad nutum Sanctae Sedis de Rio Branco e bispo titular de Dorileia. Ele foi ordenado bispo em 5 de fevereiro de 1939, por Dom Franz Rudolf Bornewasser, Bispo de Tréveris, acompanhado por Simon Konrad Landersdorfer, OSB, bispo de Passau, e Albert Maria Fuchs, bispo auxiliar de Tréveris. Em 30 de agosto de 1944, quando a Administração Apostólica do Rio Branco foi elevada à Prelazia, Dom Zeller se torna seu bispo-prelado.
O bispo Zeller morreu em um acidente na sede episcopal de Belém do Pará. Foi sucedido como arquiabade pelo frei Plácido Staeb. Seu túmulo está localizado no claustro do mosteiro no Rio de Janeiro.
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