Fernão Peres de Soverosa, melhor conhecido como Fernão Peres Cativo, foi um nobre do séc. XII, célebre por ter cumprido a função de mordomo-mor e alferes-mor de D. Afonso Henriques e de ser um dos homens da maior proximidade e confiança do rei. Em 1129, logo após a Batalha de São Mamede, Fernão Peres Cativo figurava já como alferes de D. Afonso Henriques.MATOSO, José, "A Primeira Tarde Portuguesa" in Revista de Guimarães, 88 Jan.-Dez. 1978, p. 159-186. p. 171. Em 1133 Afonso Henriques doou-lhe a propriedade e vila de Moçamêdes, em Lafões, território de que Fernão Peres era já senhor.Anselmo Braamcamp Freire (1927): Brasões Da Sala de Sintra, volume 2, Coimbra, Imprensa da Universidade de Coimbra, p. 340.

Fernão Peres, patriarca da família de Soverosa era filho de Elvira Nunes de Celanova (irmã do célebre conde Gomes Nunes de Pombeiro) e de Pêro Pais Escacha, este último filho de Paio Guterres.João Paulo Martins Ferreira, «A Nobreza Galego-Portuguesa da Diocese de Tui (915-1381)», Guarecer. Revista Electrónica de Estudos Medievais, nº3, 2018, pp. 121-132. DOI: 10.21747/21839301/gua3ap

O seu nome ficou associado à presúria de Fernão Peres Cativo, episódio da reconquista do território aos mouros passado entre 1136 e 1139, em que Fernão Peres tomou posse e povoou as terras ermas do vale de Ladeia, entre Penela e Soure, nas proximidades de Coimbra, de forma a reforças as defesas desta última cidade.Nuno Severiano Teixeira (coord.), João Gouveia Monteiro, Francisco Contente Domingues: História Militar de Portugal, A Esfera dos Livros, 2017, p. 26.

É possível que fosse galego e participou na arriscada conquista de Santarém aos mouros em 1147.Jonathan Wilson (2021): The Conquest of Santarém and Goswin’s Song of the Conquest of Alcácer Do Sal, 2021, Routledge. Participou também na conquista de Lisboa e, juntamente com o cruzado Harvey de Glanville, negociou com os mouros uma trégua pouco antes da rendição final da cidade.Francisco García Fitz, João Gouveia Monteiro: War in the Iberian Peninsula, 700-1600, Routledge, 2018, p. 205.

Em Sobrosa, Fernão Peres fundou uma "Honra", que subsistiria por 700 anos. Vários membros da Casa de Soverosa desempenharam importantes funções na Corte dos quatro primeiros reis de Portugal, mas com o exílio de D. Sancho II em 1248, a família entrou em decadência.

Ver também Vasco Fernandes de Soverosa

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