Maria Elizabeth de Oliveira (Passo Fundo, 6 de fevereiro de 1951 — Passo Fundo, 28 de novembro de 1965) foi uma estudante brasileira do interior do estado do Rio Grande do Sul. Tornou-se conhecida na devoção popular por supostamente ter previsto a própria morte e por milagres póstumos atribuídos à sua intercessão.

Biografia Maria Elizabeth de Oliveira nasceu no município gaúcho de Passo Fundo, em 6 de fevereiro de 1951. Era filha de Alcides de Oliveira e Leda Morandi de Oliveira. Aos cinco anos, por ocasião de sua entrada no Jardim de Infância no Colégio Notre Dame, ela passou a residir com seus avós. Em 1957, iniciou seus estudos no Ginásio Menino Jesus. No ano de 1963, passou a frequentar o Grupo Escolar Protásio Alves, onde era descrita por colegas e professores como alegre e de temperamento dócil. Desde a infância frequentava missas regularmente, auxiliando os padres nas celebrações da Paróquia de Santa Terezinha, em Passo Fundo, bem como ajudando no coral da igreja.

Cerca de duas semanas antes de sua morte, Maria Elizabeth passou a relatar pressentimentos relacionados à própria morte. O primeiro episódio ocorreu quando caminhava com colegas por uma rua de Passo Fundo. Um carro desgovernado avançou em direção ao grupo e um amigo a puxou para a calçada. Após o incidente, ela teria afirmado: "Então você não sabe que eu vou morrer debaixo de um carro? É assim, você vai ver... eu vou morrer debaixo de um carro".

No dia 20 de novembro de 1965, foi impedida pelos pais de participar de um passeio escolar. Durante a excursão, um colega de classe morreu afogado em uma barragem da região. No velório, realizado em 21 de novembro, Maria Elizabeth teria predito a seus amigos: "Domingo que vem, sou eu que vou". Na semana seguinte, ela recebeu um convite para se candidatar como "rainha dos estudantes" de seu colégio, o qual foi negado por seus pais. Maria Elizabeth teria então declarado: "Não faz mal. Um dia serei rainha... E a senhora ficará muito contente. Verá meu nome e o meu retrato publicado em jornais e revistas".

Três dias antes de sua morte, ao passar em frente a uma funerária no centro de Passo Fundo acompanhada de uma amiga chamada Marilda, apontou para um caixão com detalhes amarelos exposto na vitrine e afirmou: "Aquêle vai ser meu caixão. Olhe bem. Já sabes qual é. Que tal, uma rainha dentro desse lindo caixão?".

Morte Por volta das 15h30 do dia 28 de novembro de 1965, Maria Elizabeth estava na calçada da Avenida Presidente Vargas, esquina com a Rua Padre Valentim, com outros colegas. Uma Volkswagen Kombi da empresa Vera Cruz, conduzida por Gentil Lima, perdeu o controle ao tentar desviar de um outro veículo e atingiu o grupo. Ela morreu na hora. Na época do acidente, sua morte tomou grande repercussão.

Para o funeral da jovem, seu pai Alcides ficou com a responsabilidade de escolher o caixão com que Maria Elizabeth deveria ser sepultada. Na funerária, teria indicado o caixão que sua filha havia predito a Marilda dias antes, sem ter qualquer conhecimento do assunto. No velório, Marilda vendo que a amiga estava sendo velada no caixão que havia "escolhido", relatou emocionada aos pais de Maria Elizabeth o fato.

Veneração Seu túmulo, localizado no Cemitério Vera Cruz, em Passo Fundo, tornou-se local de peregrinação de devotos de até mesmo outras localidades, como Uruguai e Argentina. Seu jazigo é comumente coberto por rosas vermelhas, que em vida eram as suas preferidas. Apesar de não haver ainda um processo de beatificação aberto pela Igreja Católica, fiéis atribuem a ela graças alcançadas e curas.

Bibliografia

Ligações externas

Categoria:Nascidos em 1951 Categoria:Mortos em 1965 Categoria:Naturais de Passo Fundo Categoria:Brasileiras do século XX Categoria:Católicos do Brasil Categoria:Supostos videntes Categoria:Mortes por atropelamento no Brasil Categoria:Santos populares