Carlo Ilarione Petitti di Roreto (Turim, 21 de outubro de 1790 – Turim, 10 de abril de 1850) foi um economista, político e conselheiro de Estado italiano. Senador do Reino da Sardenha, foi uma figura de destaque do Risorgimento.

Biografia

miniaturadaimagem|Della condizione attuale delle carceri e dei mezzi di migliorarla, 1840

Carlo Ilarione Petitti di Roreto nasceu em Turim em 21 de outubro de 1790, filho do conde Giuseppe Antonio Petitti di Roreto (1729-1795) e da nobre Innocenza Gabriella Ferrero Ponziglione di Borgo d'Ales (1767-1797).Gian Mario Bravo, Profilo intellettuale e politico di Carlo Ilarione Petitti di Roreto (1790-1850), in «Annali della Fondazione Luigi Einaudi», Turim 1968;

Casou-se em Alessandria em 1813 com a nobre Maria Gabriella Genna di Cocconato (1791-1826); do casamento nasceram quatro filhos: Alessandro (1813-1841), Agostino (1814-1890), Maurizio (1816-1852) e Giuseppe (1824-1886). Obteve a laurea em direito em 1816 pela Universidade de Gênova e entrou para a administração do Reino da Sardenha, da qual já fazia parte como voluntário desde 1814.

Depois de ocupar o cargo de vice-intendente geral da Saboia em Chambéry, foi nomeado intendente geral de Asti (1819) e depois de Cuneo (1826), e então membro do recém-criado Conselho de Estado (1831) - do qual ele mesmo havia sido promotor junto ao rei Carlos Alberto de Saboia - e da Academia das Ciências de Turim (1839).

Em 1836 assumiu a vice-presidência da Comissão Superior de Estatística instituída por Carlos Alberto de Saboia. Em 1842 foi um dos fundadores, juntamente com Camilo Benso de Cavour, da Associação Agrária de Turim.

Lembrado por Metternich ao lado de Vincenzo Gioberti, Massimo d'Azeglio e Cesare Balbo entre os mais eminentes liberais do Piemonte da época, foi uma das referências intelectuais da cultura e da política do Risorgimento da primeira metade do século XIX, «um dos poucos que se destaca não tanto pelos títulos aristocráticos ou pela atividade política, que na verdade não foi de segundo plano, mas sobretudo pela sua obra de estudioso, economista, comentador e jornalista, sociólogo» (Gian Mario Bravo), sendo assim considerado por muitos como o maior inspirador das reformas carlo-albertinas.

Considerável interesse despertou nos meios políticos italianos e estrangeiros a publicação do seu ensaio sobre a conveniência da construção de estradas de ferro (1845). Em 1848 foi nomeado Senador do Reino da Sardenha.

Morreu em Turim em 10 de abril de 1850, aos 59 anos de idade, em decorrência de uma doença dolorosa, a podagra, que o afligia há anos.

Obras

Saggio sul buon governo della mendicità, degli istituti di beneficenza e delle carceri, Bocca, Turim, 1837.

Sul lavoro de' fanciulli nelle manifatture, Cartas ao diretor das "Letture di Famiglia", Turim, 1942-1944. Delle strade ferrate italiane e del miglior ordinamento di esse. Cinque discorsi, Tipografia Elvetica, Capolago, 1845. Delle più probabili future condizioni del commercio ligure. Tre lettere a Michele Erede, Tip. Sordomuti, Génova, 1847. Sull'attuale condizione del Risorgimento italiano: pensieri, Fontana, Turim, 1848. Considerazioni sopra la necessità di una riforma de' tributi con alcuni cenni su certe spese dello Stato, Successori Pomba, Turim, 1850. Del gioco del lotto considerato ne' suoi effetti morali, politici ed economici, Stamperia Reale, Turim, 1853. Opere Scelte, Fondazione Luigi Einaudi, Turim, 1969.

Bibliografia

Camillo Cavour, Des chemins de fer en Italie par le comte Petitti, conseiller d'Etat du Royaume de Sardaigne, Revue Nouvelle, Paris, Tom. VIII, 1º de maio de 1846; Pasquale Stanislao Mancini, Notizia della vita e degli studi di Carlo Ilarione Petitti, introdução à obra póstuma de C.I. Petitti, «Del giuoco del lotto», Turim, 1850; Vittorio Bersezio, Il regno di Vittorio Emanuele II. Trent'anni di vita italiana, Roux, Turim, 1878, livro I; Arturo Codignola, Dagli albori della libertà al proclama di Moncalieri (Lettere del Conte Ilarione Petitti di Roreto a Michele Erede dal marzo 1846 all'Aprile del 1850), in «Biblioteca di Storia Italiana Recente» (1800-1870), Turim, 1907-1932, Vol. XIII; Mario Battistini, Documenti italiani nel Belgio. La corrispondenza del conte Ilarione Petitti di Roreto con Adolfo Quetelet, in «Rassegna Storica del Risorgimento», Roma, 1936, Fascicolo VIII; Adolfo Colombo, Lettere di I. Petitti di Roreto a Vincenzo Gioberti (1841-1850), in «Carteggi di Vincenzo Gioberti», Regio Istituto per la Storia del Risorgimento Italiano, Roma, 1936; Adolfo Colombo, Gli albori del Regno di Vittorio Emanuele II secondo nuovi documenti, in «Rassegna Storica del Risorgimento», Roma, 1936, Fascicolo X e Fascicolo XI; Gian Mario Bravo, Nota Critica, in «Carlo Ilarione Petitti di Roreto, Opere Scelte», Fondazione Luigi Einaudi, Turim, 1969; Anna Capelli, La buona compagnia. Utopia e realtà carceraria nell'Italia del Risorgimento, Franco Angeli, Milão, 1988; Paola Casana Testore, Introduzione, in «Carlo Ilarione Petitti di Roreto, Lettere a L. Nomis di Cossilla ed a K. Mittermaier», Centro Studi Piemontesi, Turim, 1989; Anna Capelli, Il carcere degli intellettuali. Lettere di italiani a Karl Mittermaier (1835-1865), Franco Angeli, Milão, 1993; Giuseppe Crosa, Un intendente scomodo: C.I. Petitti di Roreto, in «Asti nel sette-ottocento», Gribaudo Editore, Cavallermaggiore, 1993.

Ligações externas

Petitti di Roreto, Carlo Ilarione, em sie-asee.it, Archivio Storico delle Economiste e degli Economisti.

Categoria:Políticos da Itália