Cristino Martos y Balbí (13 de setembro de 1830, Granada, Espanha – 17 de janeiro de 1893, Madri, Espanha) foi um político e advogado espanhol que serviu como Ministro de Estado de 1869 a 1870, em um gabinete chefiado por Juan Prim, 1.º Marquês de los Castillejos, e ocupou outros cargos importantes, como Prefeito de Madri. Foi membro do Partido Democrata Radical.
Biografia Foi educado em Granada e na Universidade de Madri, onde seu radicalismo logo o colocou em apuros, e ele escapou por pouco de ser expulso por sua participação em motins estudantis e outras manifestações contra os governos da Rainha Isabel. Destacou-se como jornalista no El Tribuno.
Juntou-se a O'Donnell e Baldomero Espartero, Conde de Luchana em 1854 contra um gabinete revolucionário, e pouco depois voltou-se contra O'Donnell para ajudar os Democratas e Progressistas sob Juan Prim, Rivero, Emilio Castelar y Ripoll e Práxedes Mateo Sagasta nos movimentos mal sucedidos de 1866, sendo obrigado a ir para o exterior. Sua carreira política não impediu Martos de se destacar na advocacia, onde obteve sucesso por quarenta anos.
Depois de permanecer três anos no exterior, retornou à Espanha para ocupar seu assento nas Cortes de 1869, após a revolução de 1868. Durante todo o período revolucionário, representou nos gabinetes com Prim, Serrano e Manuel Ruiz Zorrilla, e finalmente sob o rei Amadeu, as tendências radicais avançadas dos homens que queriam dar à Espanha uma monarquia democrática. Após a abdicação de Amadeu de Saboia, Martos desempenhou um papel de destaque na proclamação da república federal, na luta entre o executivo dessa república e a comissão permanente das Cortes, apoiada pelos generais e milícias, que quase puseram fim ao executivo e à república em abril de 1873. Quando os republicanos triunfaram, Martos se retirou para o exílio e, logo depois, para a vida privada. Reapareceu por alguns meses após o golpe de Estado do General Pavia em janeiro de 1874, para se juntar a um gabinete de coalizão formado por Marechal Serrano, com Sagasta e Ulloa.
Martos retornou à advocacia em maio de 1874 e observou calmamente quando a restauração ocorreu no final daquele ano. Manteve-se fiel aos seus ideais democráticos por alguns anos, chegando a ir a Biarritz em 1881 para participar de um congresso republicano presidido por Ruiz Zorilla. Pouco depois, Martos juntou-se à esquerda dinástica organizada pelo Marechal Serrano, General Lopez Dominguez e Moret, Becerra, Balaguer e outros antigos revolucionários. Sentou-se em vários parlamentos do reinado de Afonso XII e da regência da Rainha Cristina, juntou-se aos Liberais dinásticos sob Sagasta, e deu a Sagasta não pouca dificuldade quando este lhe permitiu presidir a Câmara dos Deputados. Tendo fracassado em formar um partido rival contra Sagasta, Martos caiu na insignificância política, apesar de seu grande talento como orador e debatedor, e morreu em Madrid em 16 de janeiro de 1893.
Referências
Cristino Maros y Balbi na Base documental d'Història Contemporània de Catalunya (em espanhol)
Categoria:Nascidos em 1830 Categoria:Mortos em 1893 Categoria:Pessoas de Granada Categoria:Políticos do Partido Democrata (Espanha, 1849) Categoria:Políticos do Partido Democrata Radical (Espanha) Categoria:Políticos do Partido Liberal (Espanha, 1880) Categoria:Ministros das Relações Exteriores da Espanha Categoria:Ministros da Justiça da Espanha Categoria:Presidentes do Congresso dos Deputados (Espanha) Categoria:Membros do Congresso dos Deputados (Espanha) Categoria:Membros do Congresso dos Deputados da Restauração Espanhola Categoria:Políticos da Andaluzia Categoria:Prefeitos de Madrid Categoria:Espanhóis do século XIX Categoria:Jornalistas da Espanha Categoria:Jornalistas do século XIX Categoria:Jornalistas masculinos do século XIX Categoria:Jornalistas masculinos da Espanha Categoria:Escritores masculinos espanhóis do século XIX Categoria:Ministros do governo durante a Primeira República Espanhola