Pareiorhaphis vetula é uma espécie da família Loricariidae e do gênero Pareiorhaphis.
Taxonomia Pareiorhaphis vetula foi descrita formalmente pela primeira vez em 2016 pelos ictiólogos brasileiros Edson H. L. Pereira, Pablo César Lehmann A. e Roberto Esser dos Reis, tendo como localidade-tipo Santo Antônio do Itambé, no rio Mãe d’Água, na Cachoeira da Ponte de Pedra, um afluente do rio Guanhães, na bacia do rio Doce, no estado de Minas Gerais.Fricke, Ron; Eschmeyer, William N. & van der Laan, Richard (eds.). "Species in the genus Pareiorhaphis". Catalog of Fishes. California Academy of Sciences. Retrieved 5 May 2026.
O Catalog of Fishes de William N. Eschmeyer classifica o gênero Pareiorhaphis na subfamília Hypoptopomatinae, os cascudinhos, dentro da família Loricariidae.Fricke, Ron; Eschmeyer, William N. & van der Laan, Richard (eds.). "Genera in the family Hypoptopomatinae". Catalog of Fishes. California Academy of Sciences. Retrieved 5 May 2026.
Etimologia Pareiorhaphis vetula pertence ao gênero Pareiorhaphis, cujo nome é uma combinação de pareio, derivado de pareiá, que significa “bochecha” em grego, e rhaphis, que significa “agulha”. Trata-se de uma referência aos odontódeos hipertrofiados em forma de agulha presentes nas bochechas dos machos durante o período reprodutivo. O nome específico vetula é um termo latino para “idoso”, embora os autores tenham afirmado que o sentido seria “velho” ou “velhinho”, em alusão ao pequeno tamanho corporal dos indivíduos adultos desta espécie.Christopher Scharpf (28 February 2026). "Family LORICARIIDAE: Subfamily HYPOPTOPOMATINAE Eigenmann & Eigenmann 1890 (Cascudinhos)". The ETYFish Project Fish Name Etymology Database. Christopher Scharpf. Retrieved 5 May 2026.
Descrição Pareiorhaphis vetula é uma pequena espécie de cascudo com manchas marrom-escuras irregularmente distribuídas sobre um fundo marrom ao longo do dorso e dos flancos. Distingue-se de todas as demais espécies de Pareiorhaphis por apresentar o barbilhão maxilar completamente fusionado ao lábio inferior e, nos machos adultos, papilas muito longas, cônicas e pontiagudas na região urogenital. Além disso, diferencia-se da maioria das demais espécies do gênero por possuir um espinho mais curto na nadadeira pélvica, um número muito maior de dentes na pré-maxila e pela ausência de um pequeno espinho na nadadeira dorsal. A espécie atinge um comprimento padrão de 49,3 mm.Pereira, Edson; Lehmann A., Pablo & Reis, Roberto (2016). "Pareiorhaphis vetula, a new armored catfish from the headwaters of the Rio Doce basin, Brazil (Siluriformes: Loricariidae)". Zootaxa. 4144 443. doi:10.11646/zootaxa.4144.3.10.
Distribuição Pareiorhaphis vetula é endêmica do Brasil e é conhecida apenas em duas localidades: a localidade-tipo e um riacho afluente da localidade-tipo, ambos na bacia do rio Doce, em Minas Gerais.Pereira, Edson; Lehmann A., Pablo & Reis, Roberto (2016). "Pareiorhaphis vetula, a new armored catfish from the headwaters of the Rio Doce basin, Brazil (Siluriformes: Loricariidae)". Zootaxa. 4144 443. doi:10.11646/zootaxa.4144.3.10. Ligações externas
Documentos sobre Pareiorhaphis vetula na Biodiversity Heritage Library Pareiorhaphis vetula no GBIF
Categoria:Pareiorhaphis Categoria:Peixes de Minas Gerais