Usina Hidrelétrica Anna Maria é uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), situada no município de Santos Dumont. O empreendimento está geograficamente posicionado no distrito de São João da Serra, no sudeste do estado de Minas Gerais, especificamente no km 17 da estrada que interliga a sede do município ao referido distrito. A planta geradora é operada sob a razão social atual de Elera Renováveis Minas Gerais S.A., caracterizando-se como um empreendimento de geração de energia elétrica de fonte hídrica renovável, integrado ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A usina utiliza as águas do rio Pinho, à montante da PCH Guary (BER) e da PCH Piau (CEMIG).

A usina Anna Maria é também conhecida como PCH AMA e em alguns documentos aparece como PCH Ana Maria. A usina possui Código Único de Empreendimentos de Geração (CEG) PCH.PH.MG.000104-0.01. No Plano de Ação de Emergência (PAE) da PCH Anna Maria, ela é possui o código "AMA-SDB-BRM-SB-REL-14-0001".

A usina Anna Maria (PCH AMA) aproveita uma queda bruta de 34,50 m, em uma área de drenagem de 258,00 km².

Etimologia A estrutura é oficialmente documentada nos registros de concessão e operação como "PCH Anna Maria", sendo também referenciada de forma intercambiável como "Usina Anna Maria", "PCH Ana Maria" (com um único 'n' em diversos relatórios estaduais e federais) ou pela sigla "PCH AMA". Informações públicas e documentais sobre a origem etimológica exata do nome "Anna Maria" ou o motivo histórico específico de seu batismo não foram encontradas nos registros governamentais ou acadêmicos disponíveis; portanto, não há atestação factual e documentada sobre a figura possivelmente homenageada.

História Historicamente, a usina pertenceu à empresa Água Clara Energética S.A. (anteriormente vinculada ao grupo Brookfield Energia Renovável), transferindo sua gestão posteriormente para a corporação Elera Renováveis. Em um parecer técnico emitido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (SEMAD) no ano de 2018, foi documentado que a PCH Anna Maria encontrava-se em operação há aproximadamente 81 anos, o que projeta o início de suas atividades hidráulicas para o final da década de 1930. A data exata e o dia oficial de fundação não constam nas documentações de licenciamento e registros governamentais abertos ao público. Em registros fiscais contemporâneos, a filial associada ao CNPJ atual responsável pelo empreendimento (02.260.955/0006-18) foi formalizada no ano de 2005.

Em 2000, os registros na Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) mostram que a Usina Anna Maria estava sob responsabilidade da Cat-Leo Energia Ltda. Brascan Energética Minas Gerais S.A.

Em setembro 2010, a usina Anna Maria pertencia à BRASCAN ENERGETICA MINAS GERAIS S.A. e fazia parte do grupo de hidrelétricas do BESA MG I5, juntamente com as usinas de Guary, loacalizada no mesmo município de Santos Dumont, e usina Ivan Botelho III, localizada em Astolfo Drutra.

Em 2011, a razão social da BRASCAN é alterada para Brookfield Energia Renovável Minas Gerais S.A e, em 2012, a usina Anna Maria aparece como sendo de propriedade da empresa Brookfield Energia Renovável S/A.

Em 2013, uma Resolução Autorizativa da ANEEL transferiu da empresa Brookfield Energia Renovável Minas Gerais S.A. para a empresa Água Clara Energética S.A a autorização para exploração da Pequena Central Hidrelétrica Anna Maria.

Em 2020, a Brookfield Asset Management passa a se chamar Elera. E 2020 a usina Anna Maria é controlada pela empresa canadense Elera Renováveis. localizada na Estrada Que Liga Santos Dumont a Sao Joao da Serra Km 17, Santos Dumont - MG, 36.240-000.

Alguns relatórios antigos apresentam a usina Anna Maria como sendo de propriedade da Água Clara Energética S.A (Brookfield Energia Renovável).

Reservatório e Barragens A matriz hídrica da Usina Anna Maria está inserida na bacia federal do Rio Pomba. A estrutura de barramento e operação de turbinas atua no leito do Rio Pinho, caracterizado hidrologicamente como um tributário do Rio Novo. O processo hidrológico envolve a captação do volume de água no leito, o qual, após a geração mecânica na casa de força, é redirecionado como vazão restituída à jusante do corpo d'água original. Ao longo desta mesma configuração hidrográfica, no município de Santos Dumont, encontra-se outro barramento para aproveitamento energético (a PCH Guary), delineando o caráter estratégico da bacia do Rio Pinho para o setor elétrico local.

A PCH AMA possui um reservatório de 3,92 km² com volume total de 27,055 hm³, além de duas barragens, uma principal e outra secundária, ambas construídas em 1937. O reservatório é conhecido como Represa de Ponte Preta.

Entre 2014 e 2016, foi realizado pela empresa Azurit, o Estudo de vida útil de reservatório – PCH Anna Maria (MG). E em 2017, foi concluído o Plano Ambiental de Conservação e Uso do Entorno de Reservatório Artificial (PACUERA) da PCH Anna Maria, também elaborado pela Azurit. Esses dois documentos mencionam um reservatório de regularização de, aproximadamente, 321 ha de área inundada.

Dados Técnicos A instalação possui parâmetros categorizados como Classe 5 pela Deliberação Normativa 74/04 do Conselho Estadual de Política Ambiental (COPAM), índice aplicado a plantas com capacidade inferior a 30 MW e área inundada menor que 1.000 hectares. Os registros técnicos da infraestrutura estão distribuídos da seguinte forma: Parâmetro Técnico / GeográficoEspecificação / Valor OficialPotência Instalada Aprovada (MW)1,56 MW a 1,68 MW (Variação documental ANEEL/SEMAD)Potência Líquida Registrada1.668 kWPotência Unitária do Gerador0,53 MWQueda Bruta / Queda Nominal34,50 m / 32,0 mVazão de Engolimento da Turbina2,45 m³/s (por unidade)Área do Reservatório (Lâmina d'água)321 ha (3,21 km²)Cota Máxima Normal de Nível (N.A)808 mÁrea de Drenagem da Bacia258,00 km²Código Único de Geração (CEG)PCH.PH.MG.000104-0.01Código de Plano de Emergência (PAE)AMA-SDB-BRM-SB-REL-14-0001Coordenadas Geográficas (Eixo)21° 28' 55" S / 43° 27' 44,9" O

Impacto Atual Do ponto de vista contemporâneo, a PCH Anna Maria está submetida a análises ambientais estritas para a conservação da fauna e flora locais. Entre 2014 e 2016, a consultoria Azurit conduziu o Estudo de Vida Útil do Reservatório da usina. Na sequência, nos anos de 2016 e 2017, procedeu-se à elaboração do Plano Ambiental de Conservação e Uso do Entorno de Reservatório Artificial (PACUERA), o qual foi formalmente aprovado pela Superintendência Regional de Meio Ambiente (SUPRAM) da Zona da Mata no início de 2018. Atualmente, o ativo integra os recursos da corporação Elera Renováveis, que soma mais de 850 MW de capacidade hídrica distribuída no país, integrando a operação da unidade de Santos Dumont ao mercado de energia de fonte renovável.

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