Karim Aïnouz é um roteirista, artista visual, e diretor de cinema brasileiro. Considerado um dos mais influentes e importantes diretores da pós-retomada do cinema brasileiro, seus filmes são aclamados e premiados por onde passam, sendo uma figura recorrente em festivais como o Festival de Cinema de Veneza, selecionado para a mostra Horizontes, Festival de Cinema de Cannes, onde já foi indicado a Palma de Ouro, e o Festival de Cinema de Berlim, indicado duas vezes ao Urso de Ouro.
Antes de se dedicar inteiramente a direção de longas-metragens, foi coroteirista, ao lado de Sérgio Machado e Walter Salles, do premiado filme Abril Despedaçado, dirigido por Salles. O longa chegou a grandes premiações de cinema, como o BAFTA e o Globo de ouro, tendo uma passagem também pelo Festival de Cinema de Veneza. Pelo seu trabalho no filme, foi indicado ao prêmio de Melhor Roteiro Adaptado no Prêmio Guarani de Cinema Brasileiro, ao lado de Machado e Salles. Já em seu primeiro longa-metragem, Madame Satã, sobre o transformista João Francisco dos Santos, conhecido como Madame Satã, foi selecionado para o Festival de Cinema de Cannes, na mostra Un Certain Regard, onde competiu pelo prêmio de mesmo nome e o prêmio Golden Camera. O longa ainda fez passagens por inúmeros festivais, incluindo o Festival Internacional de Cinema Independente de Buenos Aires, onde competiu pelo prêmio de Melhor Filme e ganhou o prêmio especial de cinematografia, para Walter Carvalho, o Festival Internacional de Cinema de Cartagena e Festival Internacional de Cinema de Chicago, onde também competiu pelo prêmio de Melhor Filme, sendo vencendo o Golden Hugo e sendo indicado ao Golden India Catalina, respectivamente. No Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2003, foi indicado a 15 categorias, incluindo Melhor Longa-metragem de Ficção, Melhor Direção e Melhor Roteiro Original.
Roteirista de Cidade Baixa, junta a Sérgio Machado, onde foi indicado ao Grande Otelo de Melhor Roteiro, e Cinema, Aspirinas e Urubus, ao lado de Marcelo Gomes, vencedor do mesmo prêmio, volta a direção de longas-metragens em 2006, com o filme O Céu de Suely, sobre uma mulher que rifa o próprio corpo em necessidade de dinheiro. O longa foi exibido na mostra Horizontes, do Festival de Cinema de Veneza, também sendo exibido no Festival de Cinema do Rio, onde recebeu os prêmios de Melhor Longa de Ficção, Melhor Direção, e Melhor Atriz, para Hermila Guedes. Em 2008, é indicado a 11 categorias no Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro, saindo vitorioso na categoria de Melhor Atriz, para Guedes. Seu próximo longa, Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, também é selecionado para o Festival de Veneza, também participando da mostra Horizontes. Também fez passagens por inúmeros festivais, incluindo o Festival do Rio, Festival de Cinema de Havana, Festival SESC Melhores do Ano, Festival Internacional de Documentários de Santiago do Chile, entre muitos outros, saindo vitorioso na maioria de suas passagens. Volta a Cannes com O Abismo Prateado, na mostra Quinzena dos Realizadores, sendo também indicado a Queer Palm. Sai vencedor do Festival de Havana, ganhando como Melhor Filme, Melhor Cinematografia, para Mauro Pinheiro Jr., Melhor Som, para Waldir Xavier, Leandro Lima e Ricardo Cutz, e Melhor Atriz, para Alessandra Negrini, e Festival do Rio, vencendo a honraria de Melhor Diretor. No Prêmio Guarani, é indicado em cinco categorias, incluindo Melhor Filme, Diretor e Roteiro Adaptado, ganhando o galardão de Melhor Atriz.
Praia do Futuro foi sua primeira seleção para o Festival de Cinema de Berlim, competindo pelo Urso de Ouro, prêmio de maior prestígio da cerimônia. Passando por festivais como o de Havana, Chicago, entre outros, recebe indicações aos prêmios Grande Otelo e Guarani. Seu filme posterior, Aeroporto Central, também estreou em Berlim, onde ganhou o Prêmio Anistia Internacional. O maior sucesso de Aïnouz veio em 2019, com A Vida Invisível, baseado no livro de mesmo nome de Martha Batalha. Logo em sua estreia, a produção chegou fazendo história, ao se tornar o primeiro filme brasileiro a receber o prêmio da mostra Un Certain Regard, em Cannes. Por todo o sucesso adquirido pelo longa em premiações e festivais, foi escolhido pela Academia Brasileira de Cinema para representar o Brasil no Oscar 2020, porém acabou por não ser indicado a estatueta. Aïnouz é indicado pela primeira vez a Palma de Ouro, prêmio máximo de Cannes, em 2023, com o longa-metragem Firebrand. No ano seguinte, é novamente indicado ao prêmio com Motel Destino, sendo também indicado ao Grande Otelo, incluindo nas categorias de Melhor Longa-metragem de Ficção e Melhor Direção. Em 2026, lançou Rosebush Pruning no Festival de Berlim, na competição pelo Urso de Ouro, estrelando grandes nomes do cinema, tais como Elle Fanning, Callum Turner e Riley Keough.
Principais cerimônias Festival de Cinema de Cannes Ano Categoria Trabalho indicado Resultado 2002Un Certain Regard<center> Madame SatãCaméra d'Or2011Prêmio CICAE<center> O Abismo PrateadoQueer Palm2019Un Certain Regard<center> A Vida Invisível2023Palma de Ouro<center> Firebrand2024<center> Motel DestinoQueer Palm
Festival de Cinema de Berlim Ano Categoria Trabalho indicado Resultado 2014Urso de Ouro<center> Praia do Futuro2018Prêmio Anistia Internacional<center> Aeroporto CentralPrêmio Glasshütte de Documentário Original2026Urso de Ouro<center> Rosebush Pruning
Festival de Cinema de Veneza Ano Categoria Trabalho indicado Resultado 2006Horizontes<center> O Céu de Suely2009<center> Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo
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