Operação Mare Liberum foi uma operação da Polícia Federal do Brasil (PF) deflagrada em 28 de abril de 2026 para desarticular esquema de corrupção e facilitação de contrabando e descaminho na alfândega do Porto do Rio de Janeiro. A operação investigou pagamento de propina para liberar cargas no porto. O prejuízo estimado é de meio bilhão de reais aos cofres públicos com a liberação irregular de contêineres. A ação teve apoio do GAECO, ligado ao Ministério Público Federal (MPF), e da Corregedoria da Receita Federal.

Na operação foram apreendidos cinco milhões de reais em dinheiro, 40 mil reais em vinho, 54 telefones celulares, 17 veículos e 11 relógios de luxo. Segundo as investigações estima-se 17 mil declarações de importação irregulares, equivalente a cerca de 86,6 bilhões de reais em mercadorias no período de julho de 2021 a março de 2026.

Foi a maior operação realizada pela Corregedoria da Receita Federal. As investigações começaram em 2022, a partir de mecanismos internos de controle e de denúncias, e apontaram a existência de uma organização criminosa formada por servidores públicos, despachantes aduaneiros e empresários.

No total, 25 servidores da Receita Federal, entre auditores fiscais e analistas tributários, foram objeto das buscas e apreensão. Os servidores foram afastados de suas funções por determinação judicial. Foram bloqueados na operação o montante de 102 milhões de reais em bens dos investigados. Um analista da Receita foi preso na operação, em flagrante, por posse ilegal de arma.

Ver também Corrupção no Brasil Lista de operações da Polícia Federal do Brasil

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