Antônio Pompêo de Camargo Penteado (Cotia, 1758 - Campinas, 20 de fevereiro de 1812) foi um alferes paulista, produtor de açúcar e membro da elite fundiária de Campinas no período de formação da lavoura no Oeste Paulista. Dissertações o identificam como o núcleo da chamada “Linhagem 1” dos Pompêo de Camargo, enquanto genealogias tradicionais o registram como filho do Capitão José de Camargo Paes e Bárbara Paes de Barros. Casou-se em 1788, na vila de Itu, com Ana de Arruda Campos.
Origem e família
Antônio Pompêo de Camargo Penteado era filho do Capitão José de Camargo Paes e Bárbara Paes de Barros, conforme registros genealógicos tradicionais da família. Descende da tradicional família Camargo, de linhagem de Jusepe Ortiz de Camargo, natural de Castrojeriz, Espanha, que emigrou para o Brasil no fim do século XVI e originou ramo da família que participou ativamente do Brasil Colônia (veja: :Categoria:Família Camargo (Bandeirantes)).
É neto do cofundador de Vila Rica (atual Ouro Preto), o bandeirante Tomás Lopes de Camargo. A Genealogia Paulistana o apresenta como fundador do ramo Pompêo de Camargo, ligado a uma ampla rede familiar que se consolidou em Campinas, desde sua fundação e no interior paulista.
As genealogias tradicionais registram entre seus filhos o Ajudante, ou Capitão Antônio Pompêo de Camargo, natural de Itu e falecido em 1836, que casou em 1823 com Dona Thereza Miquelina do Amaral Pompeu (irmã do Visconde de Indaiatuba) e fundaram diversas fazendas em Campinas como Fazenda Sertão, a Fazenda Jambeiro e a Fazenda Cachoeira (atual São Martinho da Esperança), a partir da Sesmaria Sete Quedas.
Foi também pai de Umbelina Camargo, a Baronesa de Cascalho, por seu marido José Ferraz de Campos; tendo sido o alferes, avô do Barão de Monte Mor e do Barão de Porto Feliz.
Casamento e mudança para Campinas
Em 1788, casou-se em Itu com Ana de Arruda Campos, filha de Antônio Pompeo Paes e Rita de Arruda Campos. Em 1792, mudou-se para a freguesia de Campinas com o pai e o irmão, o capitão-mor Floriano de Camargo Penteado. Seu bisavô, o bandeirante Fernão de Camargo, havia promovido ali a fundação do que viria a se tornar a atual cidade de Campinas, como uma parada em meio ao caminho às "Minas dos Goiases", atual Goiás, e nomeado à época de "Campinas do Mato Grosso".
Foi um dos primeiros grandes proprietários rurais que ajudaram a consolidar a economia açucareira na região de Campinas no final do século XVIII. Logo após sua chegada, cada irmão fundou sua primeira propriedade: Antônio estabeleceu a Ponte Alta e Floriano a Ponte Alta de Cima, ambas com engenhos erguidos em 1795. Tratava-se de enorme sesmaria, cedida à família e que considerando desmembramentos hoje consiste na área correspondente à atual Fazenda Tozan.
Atuação econômica
Entre 1795 e 1811, a produção açucareira de Antônio cresceu de 219 para 1.500 arrobas, com pico de 2.000 arrobas em 1809. Em 1811, sua produção incluía ainda aguardente, milho, feijão, arroz, amendoim e trigo, mostrando diversificação de gêneros agrícolas.
Em 1799, vendeu sua safra por Rs 962$000, valor elevado para o recenseamento daquele ano.
Morte e legado
O alferes faleceu em 20 de fevereiro de 1812, aos cerca de 53 anos, deixando oito filhos e a esposa Ana de Arruda Campos. No testamento de 1812, pediu que parte de sua terça fosse repartida igualmente entre as filhas solteiras e casadas, o que Paulo Eduardo Teixeira interpreta como um favorecimento explícito às filhas.
O Alferes Antônio Pompêo de Camargo Penteado é apontado pela pesquisa histórica como o núcleo da “Linhagem 1” dos Camargo Penteado, e Pompêo de Camargo a partir da qual se estruturou um dos ramos familiares mais influentes de Campinas a partir de sua fundação no século XVIII. Sua trajetória ajuda a explicar a formação das elites agrárias, a expansão da produção açucareira e a consolidação de redes familiares que marcariam a história social da região.
Categoria:Nascidos em 1758 Categoria:Mortos em 1812 Categoria:Família Pompêo de Camargo