Emily Murphy, nascida Emily Gowan Ferguson, (Cookstown, 14 de março de 1868 – Edmonton, 26 de outubro de 1933) foi uma ativista pelos direitos das mulheres e escritora canadense. Em 1916, ela se tornou a primeira magistrada no Canadá e a quinta no Império Britânico, depois de Elizabeth Webb Nicholls, Jane Price, E. Cullen e Cecilia Dixon da Austrália (todas nomeadas para o cargo em 1915). Ela é mais conhecida por suas contribuições ao feminismo canadense, especificamente à questão de saber se as mulheres eram "pessoas qualificadas" para servir no Senado sob a lei canadense. Murphy é conhecida como uma das "The Famous Five" (também chamadas de "As Cinco Valentes")— um grupo de ativistas canadenses pelos direitos das mulheres que também incluía Henrietta Muir Edwards, Nellie McClung, Louise McKinney e Irene Parlby. Em 1927, as mulheres iniciaram o "Caso das Pessoas", argumentando que as mulheres poderiam ser "pessoas qualificadas" elegíveis para ocupar um assento no Senado. A Suprema Corte do Canadá decidiu que não eram. No entanto, após recurso ao Comitê Judicial do Conselho Privado Britânico, o tribunal de última instância para o Canadá na época, as mulheres ganharam o caso.
No entanto, houve algumas críticas ao seu trabalho posterior, principalmente pelo seu papel na Lei de Esterilização Sexual de Alberta e pelas suas alegações de que uma rede de imigrantes de outros países, particularmente da China, corromperia a raça branca, viciando os canadenses em drogas.
Notas
Categoria:Feministas do Canadá