As eleições parlamentares no Brasil em 2026 serão realizadas em 4 de outubro de 2026, um domingo, como parte das eleições gerais brasileiras do mesmo ano. Nessa data, todos os 513 assentos da Câmara dos Deputados serão renovados para um mandato de 4 anos, de 1º de fevereiro de 2027 a 1º de fevereiro de 2031, e 54 dos 81 assentos no Senado Federal serão renovados para um mandato de 8 anos, de 1º de fevereiro de 2027 a 1º de fevereiro de 2035.

Contexto e sistema eleitoral

Os 513 deputados federais são eleitos pelo sistema proporcional de lista aberta em cada unidade da Federação. A distribuição das cadeiras ocorre por meio do quociente eleitoral e do quociente partidário, com posterior distribuição das sobras. Cada estado e o Distrito Federal constituem uma circunscrição eleitoral, elegendo no mínimo oito e no máximo setenta deputados.

Os senadores são eleitos pelo sistema majoritário. Em 2026, cada unidade da Federação elegerá dois senadores, com mandato de oito anos. Cada candidatura é registrada em chapa composta por um titular e dois suplentes. Sendo assim, cada eleitor terá direito a votar em dois candidatos diferentes para o cargo de senador. Serão eleitos os dois candidatos com maior percentual de votos em cada unidade da federação.

As eleições parlamentares de 2026 serão as segundas eleições após a proibição das coligações para eleições proporcionais para a Câmara dos Deputados. Será também, a terceira eleição geral que aplicará a cláusula de barreira progressiva. Em 2026, os partidos políticos e federações partidárias que não obtiverem pelo menos 2,5% dos votos válidos, nas eleições para a Câmara dos Deputados, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação, com no mínimo 1,5% dos votos válidos em cada uma delas ou não elegerem pelo menos 13 Deputados Federais distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação, ficarão sem direito aos recursos do fundo partidário e acesso gratuito à propagada eleitoral no rádio e na televisão.

Eleição para o Senado, o Caso Master e o impeachment de Ministros do STF

Por se tratar de eleição com renovação da maioria das vagas do Senado, órgão com competência para julgar impeachment de presidentes e ministros do Supremo Tribunal Federal, bem como indicação de ministros para a Suprema Corte Brasileira, espera-se que a polarização política entre o PL e PT se projete nas eleições do Senado.

Em pesquisa realizada entre 6 e 10 de março de 2026, pelo instituto Meio/Ideia, 35% dos entrevistados disseram que o STF seria a instituição mais associada ao Escândalo do Banco Master, enquanto 21,3% indicaram o Governo Federal, 17,9% o Congresso Federal e 25,8% todos os três poderes. Na mesma pesquisa, relatou-se 44% dos entrevistados disse que o apoio ao impeachment de ministros do STF eleva a chance de voto para senador.

Segundo pesquisa do Meio/Ideia, realizada entre 3 e 7 de abril de 2026, 42% dos entrevistadas responderam que a "concentração de poder no Judiciário é a maior ameaça à democracia brasileira atualmente". 66% dos entrevistadas respondeu que pretendia votar em candidatos comprometidos com o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e 49% não confiavam no STF.

Segundo pesquisa do Instituto DataFolha, realizado entre 7 e 9 de abril de 2026, 55% dos entrevistados acredita que ministros do STF estão envolvidos no Escândalo do Banco Master.

Pesquisa do Futura/Apex, realizada entre 7 e 11 de abril de 2026, 55,4% dos entrevistados responderam apoiar impeachment de ministros do STF.

Em abril de 2026, o Partido Novo publicou resolução pela qual definiu que só poderão ser candidatos ao senado pelo partido políticos que defendam o impeachment de ministros do STF.

Por outro lado, o Ministro Dias Toffoli alegou, em 14 de abril de 2026, que o TSE deve cassar e tornar inelegíveis políticos que defendam o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal em suas campanhas eleitorais.

Pesquisas de opinião

Em janeiro de 2026, o Poder360, em análise de pesquisas de opinião de todas as unidades da federação, destacou que os pré-candidatos ao senado que fazem oposição ao Governo Lula teriam o dobro de chances de vitória em comparação com os pré-candidatos governistas.

Entre janeiro e março de 2026, segundo a Revista Veja e a Revista Cenarium, os pré-candidatos do PL estavam em 1.º ou 2.º lugar em pesquisas de opinião para o senado em: Acre, Amazonas, Distrito Federal, Pará, Rio de Janeiro, Rondônia, Santa Catarina e Tocantins, sendo o partido considerado o com o maior número de pré-candidatos competitivos.

Em abril de 2026, em análise do JOTA, os pré-candidatos da oposição ao Governo Lula foram considerados os únicos competitivos em pesquisas de opinião para a eleição do Senado Federal em: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Roraima, Rondônia, Santa Catarina e Tocantins. Por outro lado, em Alagoas, Acre, Amapá, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piaui, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe foi considerado haver disputa equilibrada entre pré-candidatos da oposição e apoiadores do Governo Lula. Bahia, Pernambuco e Paraíba foram as únicas unidades da federação em que apenas apoiadores do Governo Lula foram considerados pré-candidatos competitivos.

Segundo o JOTA, o PL era o partido com o maior número de pré-candidatos competitivos, destacando-se nas disputas os pré-candidatos do partido em: Alagoas, Acre, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

Em maio de 2026, o Correio da Manhã publicou, após análise de pesquisas de opinião das 27 unidades federativas do Brasil, que o PL liderava as pesquisas de opinião para governador e senador em mais estados do que qualquer outro partido.

Em junho de 2026, o Congresso em Foco, em análise às pesquisas eleitorais de todas as unidades federativas, previu que, pelo cenário mais provável, os partidos de direita e centro-direita, o que incluía a PL, NOVO, UNIÃO, PP e Republicanos teriam o favoritismo para a eleição de cerca de 23 vagas para o senado em 2026. Somados aos 17 senados oposicionistas eleitos em 2022, tais partidos teriam cerca de 40 das 81 vagas após a eleição. Dois senadores no partido UNIÃO, eleitos em 2022, não foram contabilizados na somatória. O senador Davi Alcolumbre (AP) foi listado como governista e a senhora Professora Dorinha (TO) como independente. Se incluídos esses dois senadores, o bloco chegaria a 42 senadores.

Resultados Imagem:Câmara dos Deputados do Brasil - antes da eleição.svg Imagem:Senado Federal do Brasil - antes da eleição.svgPartido ou federaçãoCâmaraSenado Votos % Assentos +/– Votos % Assentoseleitos Assentostotais +/–Partido LiberalUnião ProgressistaUnião BrasilProgressistasTotalFederação Brasil da EsperançaPartido dos TrabalhadoresPartido Comunista do BrasilPartido VerdeTotalPartido Social DemocráticoMovimento Democrático BrasileiroRepublicanosFederação PSDB CidadaniaPartido da Social Democracia BrasileiraCidadaniaTotalFederação PSOL REDEPartido Socialismo e LiberdadeRede SustentabilidadeTotalPartido Democrático TrabalhistaPartido Socialista BrasileiroPodemosFederação Renovação SolidáriaSolidariedadePartido Renovação DemocráticaTotalAvantePartido NovoPartido Missão Novo NovoPartido Renovador Trabalhista BrasileiroMobilização NacionalAgirDemocracia CristãPartido Comunista BrasileiroDemocrataUnidade PopularPartido Socialista dos Trabalhadores UnificadoPartido da Causa OperáriaTotal100,00513100,005481Votos válidosVotos anuladosVotos nulosVotos em brancoTotal de votos100,00100,00Eleitorado apto/comparecimento Fonte: Tribunal Superior Eleitoral

Ver também Eleição presidencial no Brasil em 2026 Eleições gerais no Brasil em 2026 Eleições estaduais no Brasil em 2026

Parlamentares 2026