Luís Manuel Barreira de Sousa (Lisboa, 25 de outubro de 1957), diplomata português, que em 2016 foi o primeiro a ser nomeado embaixador para as questões do ciberespaço e cibersegurança. Foi embaixador de Portugal em Timor-Leste, Tailândia e noutros cinco países do Sudeste Asiático, cônsul-geral de Portugal em São Paulo (Brasil) e chefe da missão temporária em Sarajevo (Bósnia e Herzegovina), tendo ainda exercido funções no gabinete do Secretário de Estado dos Negócios estrangeiros e da cooperação, nas embaixadas de Portugal em Harare (Zimbábue) e Luanda (Angola), na missão permanente de Portugal junto das Organização das Nações Unidas, em Genebra, bem como as de subdiretor geral da política de defesa nacional, no Ministério da Defesa Nacional, e de secretário-geral adjunto do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Colunista dos jornais Público e Observador. Biografia Após se ter licenciado em Economia pela Universidade Católica Portuguesa e diplomado em Relações internacionais pela Universidade Johns Hopkins (Centro de Bolonha), ingressou, em 1983, na carreira diplomática, sendo adido de embaixada (1984), terceiro-secretário de embaixada (1986) e segundo-secretário de embaixada (1987), antes de, em 1989, ter a sua primeira colocação no estrangeiro, na embaixada de Portugal em Harare (Zimbábue), daí transitando para a de Luanda (Angola), em 1991, posto onde se manteve até 1994, ano em que é promovido a conselheiro de embaixada, sendo, no ano seguinte, colocado em Genebra, na missão permanente de Portugal junto das Organização das Nações Unidas e dos organismos e organizações internacionais ali sediados, onde foi representante permanente-adjunto, ocupando-se, em primeira linha, da promoção e defesa dos direitos humanos no mundo, designadamente, integrando as delegações portuguesas à Comissão das Nações Unidas para os Direitos Humanos e à Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, numa época difícil, dominada pela anexação de Timor-Leste pela Indonésia. miniaturadaimagem|left |Place des Nations, em Genebra, vendo-se ao fundo o edifício das Nações Unidas e em primeiro plano a "Cadeira amputada" (autoria de Daniel Berset e ali colocada em 1997), símbolo da luta contra as minas antipessoal, cidade suíça onde Luís Barreira de Sousa viveu e foi diplomata de 1995 a 1997 Regressado a Lisboa, entre 1997 e 1999, foi subdiretor geral da política de defesa nacional, no Ministério da Defesa Nacional, daí seguindo para Bósnia e Herzegovina, onde foi Chefe da missão temporária em Sarajevo.

Promovido, em 2003, a ministro plenipotenciário, é então cônsul-geral de Portugal em São Paulo (Brasil), durante quatro anos. Dedicando, no desempenho desse cargo, particular ênfase à promoção da economia lusa no Brasil e à divulgação da cultura portuguesa, participando, designadamente, na organização das exposições «África e africanias de José de Guimarães - espíritos e universos cruzados», no Museu Afro Brasil, e «Cinco pintores da modernidade portuguesa (1911-1965)», no Museu de Arte Moderna de São Paulo.

No início de 2007, de novo na capital, torna-se Secretário-geral adjunto do ministério dos negócios estrangeiros, e, em 2009, parte para Dili como embaixador de Portugal em Timor-Leste, aí permanecendo até 2013. Em 2012, foi agraciado, pelo Presidente da República de Timor-Leste José Ramos-Horta, com a Insígnia da Ordem de Timor-Leste.

Seguidamente, foi embaixador de Portugal na Tailândia, e, simultaneamente, não residente no Camboja, Laos, Malásia, Mianmar/Birmânia e Vietname (2013-2015). thumb| Palácio das Necessidades, em Lisboa, sede do ministério dos negócios estrangeiros de Portugal, onde o diplomata Luís Barreira de Sousa desempenhou diversos cargos Em 2016, é nomeado pelo governo, ciberdiplomata, para lidar com as questões da cibersegurança e ciberespaço e, em 2019, em acumulação, como responsável em Portugal pelo sistema de alerta rápido e combate a campanhas de desinformação na era digital.

Por ter atingido o limite de idade, passou à situação de disponibilidade, em 25 de fevereiro de 2024.

Foi colunista do jornal Público de 2021 a 2024, e é, desde 2025, do Observador.

É casado com Maria da Conceição Ribeiro da Costa Barreira de Sousa, embaixatriz, licenciada e mestre em Filosofia, com obra publicada, dedicando-se também à revisão e tradução de livros; e de quem tem quatro filhos. Doutoranda, no Instituto de Estudos Filosóficos da Universidade de Coimbra, com a tese: "Razão e finitude em F. H. Jacobi".

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