Pascoal Bravo foi um comerciante luso-brasileiro do século XVII, de origem cristã-nova, com atuação no comércio atlântico entre Portugal, Brasil e os Países Baixos, citado por historiadores por sua participação nas redes mercantis sefarditas, por sua prisão pela Inquisição portuguesa e por sua atuação no contexto da ocupação holandesa de Salvador.
Origem e família Pascoal Bravo era filho de Hércules Bravo, natural de Lisboa, e de Margarida Dinis, natural do Porto, pertencentes a famílias de cristãos-novos portugueses. Era irmão de Dinis Bravo e de Álvaro Gomes Bravo, com os quais manteve sociedade em atividades mercantis, especialmente na Bahia.
Atividades comerciais Estabelecido na cidade da Bahia (Salvador), Pascoal Bravo atuou como comerciante no circuito atlântico, envolvendo-se no comércio de açúcar entre o Brasil, Portugal e os Países Baixos. Após episódios de perseguição inquisitorial, residiu em Amsterdã, onde ampliou suas redes comerciais, participando do comércio marítimo que ligava a Bahia, o Porto e o norte da Europa.
A documentação histórica indica sua participação no comércio de produtos coloniais e na economia atlântica do período, incluindo atividades relacionadas ao tráfico de pessoas escravizadas, prática comum entre grandes comerciantes do século XVII.
Inquisição Por volta de 1618, Pascoal Bravo foi preso pela Inquisição de Coimbra, juntamente com seu irmão Álvaro Gomes Bravo, sob acusação de práticas associadas ao judaísmo. Após esse episódio, intensificou sua atuação fora dos domínios diretos da Coroa portuguesa.
Em 1646, voltou a ser denunciado à Inquisição por manter práticas judaicas em sua residência, evidenciando a continuidade da vigilância inquisitorial sobre sua família e suas atividades.
Relação com a ocupação holandesa Durante a ocupação holandesa de Salvador, em 1624, Pascoal Bravo e seu irmão Dinis Bravo alinharam-se aos holandeses, fato interpretado por historiadores como reflexo tanto de interesses comerciais quanto de tensões religiosas, em virtude da perseguição sofrida pelos cristãos-novos no Império Português.
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