A Janela de Davidson () é um conceito estratégico que se refere ao período entre 2021 e 2027, durante o qual analistas militares acreditam que a China desenvolverá capacidades suficientes para tentar controlar Taiwan. Nomeado em homenagem ao Almirante Philip S. Davidson, o conceito tornou-se central para o planejamento de defesa do Indo-Pacífico e para a competição estratégica entre os Estados Unidos e a China.

O conceito ganhou ampla atenção após a declaração, em 2023, do Diretor da CIA, William J. Burns, de que, segundo a inteligência estadunidense, o Secretário-Geral do Partido Comunista Chinês, Xi Jinping, havia instruído o Exército de Libertação Popular a estar preparado para uma invasão de Taiwan até 2027.

Origem Em 9 de março de 2021, o Almirante Davidson alertou o Comitê de Serviços Armados do Senado dos Estados Unidos de que "Taiwan é claramente uma de suas ambições antes disso. E creio que a ameaça se manifestará durante esta década, aliás, nos próximos seis anos." Ele citou o cronograma acelerado da China para "suplantar os Estados Unidos" e o abrangente fortalecimento militar, incluindo "navios, aeronaves, foguetes", combinado com ações agressivas em "Hong Kong, Xinjiang e Tibete". A avaliação levou a uma análise mais ampla sobre se a China estava intensificando sua ambição de suplantar os EUA como a superpotência global dominante.

Impacto estratégico O cronograma levou o Congresso dos Estados Unidos a autorizar US$ 7,1 bilhões para a Iniciativa de Dissuasão do Pacífico em 2022, US$ 2,1 bilhões acima dos pedidos do Pentágono.. Os analistas de defesa alertaram para o "fechamento da Janela de Davidson", já que a Marinha dos Estados Unidos reduziria seu número de navios de 292 em 2022 para 280 em 2027, enquanto a frota chinesa se expande. A China quase triplicou seus mísseis de ataque de precisão para 3.500 sistemas desde 2020.

Os aliados regionais responderam decisivamente: o Japão se comprometeu a dobrar os gastos com defesa para 2% do PIB, a Austrália fortaleceu a AUKUS com submarinos nucleares e as Filipinas expandiram o acesso às bases estadunidenses sob o governo do presidente Bongbong Marcos.

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