Igreja Unida de Cristo na Nigéria (em inglês, United Church of Christ in Nigeria, abreviada como UCCN e em hausa Hadaddiyar Ekklisiyar Kristi a Nahiyya, razão pela qual a igreja geralmente é referida como HEKN) é uma denominação cristã protestante de tradição reformada, com forte presença no centro e norte da Nigéria, especialmente entre comunidades de língua hausa. A denominação surgiu em 1962, a partir de uma separação envolvendo missões protestantes atuantes no país.
História
Origem missionária e formação da congregação de Kaduna (1956) As origens da Igreja Unida de Cristo na Nigéria remontam a 1956, quando representantes da Missão Interior do Sudão (Sudan Interior Mission – SIM), da Missão Unida do Sudão (Sudan United Mission – SUM) e da Igreja dos Irmãos concordaram em estabelecer uma igreja destinada a servir membros das forças armadas em Kaduna.
A congregação formada em Kaduna experimentou rápido crescimento, reunindo cristãos provenientes de diferentes tradições missionárias. Contudo, divergências doutrinárias passaram a emergir, sobretudo entre a SIM e a SUM, com destaque para a controvérsia em torno do batismo infantil.
Separação e organização denominacional (1962) Em 1962, os membros vinculados à SUM decidiram separar-se da congregação original de Kaduna, optando pela formação de uma nova igreja. Sob a liderança do pastor Habila Aleiyedeno, a nova denominação passou a se expandir rapidamente, consolidando-se no norte da Nigéria e entre populações de língua hausa.
Ao longo das décadas seguintes, a Igreja Unida de Cristo na Nigéria estruturou-se como uma denominação de caráter nacional, mantendo uma teologia reformada e uma organização presbiteriana. Em 2006, a igreja contava com 65.855 membros distribuídos em 81 congregações.
Violência, perseguição e desafios contemporâneos
Desde o início do século XXI, a Igreja Unida de Cristo na Nigéria tem sido diretamente afetada pela crescente insegurança no centro e norte do país, incluindo ataques promovidos por grupos extremistas islâmicos, como o Boko Haram, e por milícias armadas.
Em 2012, igrejas da denominação foram alvo de ataques atribuídos ao Boko Haram, em meio a uma escalada de violência contra comunidades cristãs no norte da Nigéria.
Em 2016, três pastores da denominação foram sequestrados. Um deles morreu em cativeiro, enquanto os outros dois foram libertados posteriormente.
Em 2023, o presidente da denominação manifestou-se publicamente sobre a deterioração da segurança no centro e norte da Nigéria, exortando a população a permanecer vigilante diante da violência crescente.
Em 2025, pastores e membros da Igreja Unida de Cristo na Nigéria voltaram a ser alvos de sequestros e ataques, resultando na morte de dezenas de cristãos em diferentes regiões do país.
Ação social Apesar do contexto de violência, a Igreja Unida de Cristo na Nigéria mantém iniciativas sociais e comunitárias, incluindo projetos de conscientização ambiental. Em 2022, a denominação promoveu o plantio de centenas de árvores como parte de ações voltadas à mitigação das mudanças climáticas.
Relações intereclesiásticas A Igreja Unida de Cristo na Nigéria é membro da Comunhão Mundial das Igrejas Reformadas, participando de fóruns internacionais de cooperação teológica e eclesiástica.
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