A crise de fome de 2025 no Afeganistão é considerada uma das mais graves daquele ano. Mais de 10 milhões de pessoas precisam de assistência alimentar e 3,5 milhões de crianças sofrem de desnutrição. A crise é causada por diversos fatores, incluindo o colapso econômico, problemas climáticos, deslocamento em massa e uma queda acentuada na ajuda internacional. Grupos humanitários afirmam que, em um futuro próximo, crianças, gestantes, lactantes e famílias vulneráveis ​​estarão em sério risco, pois a redução de recursos afetou drasticamente os programas de assistência alimentar.

Contexto Durante décadas, o Afeganistão enfrentou crises alimentares, cujas causas incluem conflitos em curso, governos instáveis, desastres naturais e forte dependência de ajuda internacional. Desde 2021, quando o Talibã retornou ao poder, o país enfrenta sanções internacionais e o congelamento de US$ 3.500.000 em ativos do governo afegão por Joe Biden. A ajuda humanitária também foi severamente reduzida, com o financiamento caindo de US$ 3.800.000.000 em 2022 para US$ 767.000.000. Todos esses fatores causaram condições sociais e econômicas instáveis. O Afeganistão também sofreu vários desastres naturais, incluindo secas, terremotos e enchentes repentinas, causando danos significativos à produção agrícola. A deportação de 1,35 milhão de refugiados afegãos do Irã e do Paquistão trouxe ainda mais pressão sobre o país.

Escala A Classificação Integrada das Fases da Segurança Alimentar (IPC, na sigla em inglês) indica que, em 2025, o Afeganistão enfrentaria níveis graves de insegurança alimentar. Cerca de 17,2 milhões de pessoas, aproximadamente 40% da população, foram classificadas na Fase 3 (Crise) ou na Fase 4 (Emergência) da IPC, com 9,5 milhões de pessoas com previsão de necessitar de assistência urgente entre maio e outubro. Segundo o relatório de setembro de 2025, a situação agravou-se, com 22,9 milhões de afegãos, mais de metade da população, a necessitarem de ajuda humanitária. Isso inclui 12,6 milhões de pessoas categorizadas como em níveis de “crise” ou “emergência” de insegurança alimentar aguda.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) só consegue fornecer ajuda a cerca de 1 milhão de pessoas por mês, devido à falta de financiamento. Isso deixou mais de 8 milhões de pessoas sem assistência alimentar. Muitas crianças menores de cinco anos sofrem de desnutrição grave, com cerca de 3,5 milhões afetadas, e hospitais relataram que um terço das crianças apresenta atraso no crescimento.

Relatórios de dezembro de 2025 Os relatórios de dezembro de 2025 indicam que um terço da população do Afeganistão, ou seja, 17 milhões de pessoas, enfrenta grave insegurança alimentar durante os meses de inverno. Isso representa um aumento de 3 milhões em comparação com o ano anterior. Dentre esses 17 milhões, 4 milhões são crianças que sofrerão de desnutrição aguda.

Causas A crise de fome no Afeganistão em 2025 é causada por diversos fatores interligados.

Redução de financiamento Nos últimos anos, e especialmente no último, houve um corte drástico nos fundos da ajuda internacional. De acordo com o Programa Mundial de Alimentos (PMA), ele só consegue apoiar cerca de 1 milhão de pessoas por mês, enquanto milhões de outras ficam sem auxílio. Os fundos da ONU para o Afeganistão em 2025 foram reduzidos em 15%, o que significa menos alimentos, serviços de saúde e nutrição.

Colapso econômico Desde que o Talibã retornou ao poder e as sanções internacionais foram impostas ao país, sua economia entrou em rápido declínio. O desemprego é muito alto, a moeda afegã perdeu valor e os preços dos alimentos subiram acentuadamente, deixando as famílias sem condições de comprar produtos básicos.

Mudanças climáticas O Afeganistão vem sofrendo com os efeitos das mudanças climáticas extremas nos últimos anos. Secas severas, juntamente com inundações e chuvas irregulares, destruíram plantações, forçando famílias de agricultores a abandonar suas terras. Como resultado, muitas comunidades ficaram dependentes de importações e ajuda externa.

Retorno de refugiados Em 2025, mais de 1,5 milhão de afegãos foram enviados de volta do Irã e do Paquistão, muitas vezes sem recursos, aumentando a pressão sobre os suprimentos já escassos. De acordo com um relatório de novembro de 2025, 1,8 milhão de afegãos retornaram ao país, sendo 1,19 milhão de afegãos deportados do Irã.

Restrições de acesso As severas leis sobre os direitos das mulheres no Afeganistão reduziram o número de trabalhadoras humanitárias em diversos setores, limitando a distribuição de ajuda, especialmente para mulheres e crianças.

Impacto humanitário A crise de fome tem um efeito severo sobre a população do país. Segundo as Nações Unidas, cada vez mais crianças pequenas sofrem de desnutrição, o que pode levar ao atraso no crescimento e à morte infantil. Mulheres grávidas e mães que ainda amamentam também correm alto risco, pois não se alimentam adequadamente. A situação é ainda pior para os refugiados que retornam ao país e para os deslocados internos, que estão sem emprego e sem moradia.

Em Cabul e outras cidades, muitas pessoas necessitam de comida e famílias são forçadas a viver em situação de fome. Os centros de nutrição estão superlotados e o Programa Mundial de Alimentos não consegue acolher novas mães e crianças que precisam de ajuda devido a restrições de financiamento. Grupos de ajuda humanitária alertam que, sem mais apoio, o próximo inverno poderá levar milhões à fome.

Respostas internacionais e locais Embora a crise de fome de 2025 no Afeganistão esteja causando grande preocupação internacional, os esforços para fornecer ajuda suficiente encontraram muitos problemas devido a cortes de fundos, problemas no transporte e na entrega de ajuda, bem como restrições governamentais. O Programa Mundial de Alimentos forneceu ajuda alimentar limitada, enquanto o UNICEF e seus parceiros executaram programas de nutrição para crianças e mães.

Categoria:2025 no Afeganistão Categoria:Desastres no Afeganistão