A Basílica Menor de Nossa Senhora da Assunção ou Igreja Matriz de Torre de Moncorvo (nome anterior a 2022) é um templo católico localizado no Largo General Claudino, centro histórico da vila transmontana de Torre de Moncorvo. Este edifício é um dos imóveis mais prestigiados do distrito e é uma das maiores igrejas paroquiais do país.
De um estilo predominantemente renascentista. Porém, também inclui traços Maneiristas e barrocos tardios.
Este edifício religioso foi classificado como Monumento Nacional em 1910.
A sua elevação ao título de basílica menor ocorreu em 2022 por decisão papal e celebra-se na festa litúrgica a S. Bartolomeu dos Mártires.
História O início da construção deste templo (Igreja Matriz de Torre de Moncorvo remonta o ano de 1544 (século XVI) no local onde provavelmente estaria um templo paroquial primitivo.
História da Construção A construção de uma obra tão imponente leva muitas décadas a ser construída.
Aqui temos uma cronologia da construção e manutenção desta obra arquitetónica:
1566/1567: Data dos Portais Laterais; 1631: Construção das estruturas de granito dos absidíolos; 1644: A Câmara desapropria habitações de Luís de Madureira para criação do adro; 1648: Consolidação da abóbada que se encontrava sobre a porta do alçado; 1670: Construção do zimbório na Torre por Pedro de Almeida, José de Almeida e António Rodrigues; 1677: São feitas duas esculturas da fachada principal representando Santa Apolónia e Santa Bárbara; Século XVII: Colocação de marcos, delimitadores do adro da igreja; 1749-1752: Execução do retábulo da capela-mor por Jacinto da Silva; Século XVIII: Órgão Ibérico e coro e construção do muro do adro; 1792: Caiação da Igreja por Luís Moita de Madureira; 1858: Graves danos devido a um sismo que levou à reparação da abóbada por 267 contos (aproximadamente 41,3 milhões de euros, com comparações por padrão-ouro); 1875: Aquisição de objetos religiosos pertencentes ao Arcebispo de Braga pela Câmara, colocados na Sacristia. 1895: Queda de elementos da abóbada; Meados do século XX: Obras realizadas pelo arquiteto Baltazar de Castro; 15 de julho de 2016: Inauguração do Órgão Ibérico, após obras de recuperação.
A seguinte cronologia é acerca de outros acontecimentos que marcaram este edifício:
1 de junho de 1992: Afeção do imóvel pelo Instituto Português do Património Arquitetónico; 2005: Elaboração de um estudo e levantamento do Órgão, realizado pela Oficina e Escola de Organaria; 20 de dezembro de 2007: Afeção do imóvel pela Direção Regional da Cultura do Norte; 18 de julho de 2022: Elevação da Igreja Matriz a Basílica Menor pelo Papa Francisco.
Constituição O edifício, em pleno centro histórico da vila, foi construído em granito.
Exterior Na fachada observa-se uma possante torre sineira com um relógio e um belo pórtico renascentista.
Aqui também se pode identificar uma balaustrada que remata esta torre.
No exterior desta imponente basílica pode-se identificar duas partes salientes: a sacristia (a norte) e um alpendre (no pórtico sul).
O monumento ainda adquire um número variado de esculturas ao nível da cornija, sendo exemplos destas as gárgulas que, em dias chuvosos, despejam água pela sua boca.
Interior A planta do templo é retangular e apresenta, no seu interior, uma grande variedade de relíquias arquitetónicas.
A sua construção foi construída segundo o esquema “igrejas-salão” e é composta por três naves à mesma altura.
A sua capela-mor é retangular, onde está destacado um retábulo barroco em folha de ouro de meados do século XVIII. Nas paredes laterais da capela-mor estão retratados dois grandes afrescos que representam a Última Ceia (lado esquerdo) e a Comunhão da Virgem (lado direito). Estes afrescos, assim como os do corpo da Igreja, são da autoria de Francisco Bernardo Alves. A capela-mor ainda é ladeada por dois absidíolos em semicírculo: um é a Capela do Santíssimo Sacramento (retábulo com painéis alusivos à vida e paixão de Cristo e esculturas dos evangelistas e doutores da Igreja. Também se pode contemplar o Tríptico da Parentela de Santa Ana. Esta obra foi feita numa oficina em Antuérpia, no século XVI, sendo do estilo maneirista. Ainda contém um gradeamento em ferro forjado); e o outro é a Capela das Chagas (contém altares provenientes do antigo convento de S. Francisco).
A decorar as laterais da magnífica basílica menor, foram colocados quatro altares barrocos tardios que representam a Sagrada Família (frente esquerda), Santo Cristo ou S. Pedro e S. Paulo (atrás esquerda), Nossa Senhora da Assunção (frente direita) e as Almas do Purgatório (atrás direita - centro do edifício).
O batistério é de realçar o Calvário e tem aspeto flamengo.
A sacristia é abobadada por nervuras de traços manuelinos e o altar proveniente do corpo da Igreja, considera-se que pertence ao século XVII.
No coro alto desta sublime basílica, está assente um valiosíssimo órgão, atribuível ao século XVIII.
Este templo, apesar de tudo isto referido, apresenta uma vasta coleção de património móvel, cujas obras de arte estão expostas no Museu de Arte Sacra de Torre de Moncorvo.
Curiosidades Na imponente fachada da basílica, existe uma figueira que nasceu junto de um varandim e do lado direito também existe uma colmeia que após algumas tentativas de retirá-las, permanecem no mesmo local. Desta história, entre uma figueira e uma colmeia persistente, chama-se de “igreja de figos e de mel”.
Nas pedras do seu adro, é possível identificar o nome dos pedreiros.
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Categoria:Património em Torre de Moncorvo