O Boeremag () ou Força Bôer foi uma organização terrorista supremacista branca de extrema-direita na África do Sul. Descrita pelo governo sul-africano como uma organização terrorista de direita com objetivos separatistas e segregacionistas, a Boeremag foi acusada de planear derrubar o governo Congresso Nacional Africano (CNA) e reinstalar um governo administrado pelos africâneres-bôeres, semelhante ao século XIX em que estes administravam as chamadas repúblicas bôeres, após a Grande Jornada.

As autoridades policiais sul-africanas acusaram o grupo de ser responsável pelos atentados de Soweto em 2002 e prenderam vinte e seis homens, alegadamente membros do grupo, em novembro e dezembro de 2002, apreendendo mais de 1.000 quilos de explosivos durante a operação. Outras detenções ocorreram em março de 2003. miniaturadaimagem|Um posto de gasolina em Soweto, África do Sul, que teria sido alvo de um atentado à bomba realizado pelo grupo paramilitar Boeremag. Em dezembro de 2005, permanecia encerrado e por reabilitar.

O primeiro julgamento dos suspeitos de pertença à organização começou sob forte medidas de segurança em Pretória, em maio de 2003. Vinte e dois homens foram acusados de quarenta e dois crimes, incluindo traição, assassinato e posse ilegal de armas. Seis declararam-se inocentes, dois não apresentaram defesa, um deles recusou-se a defender das acusações e treze contestaram a jurisdição do tribunal, alegando que o governo e a constituição da África do Sul eram ilegítimos. Durante o julgamento, foram revelados planos para matar o ator sul-africano Casper de Vries e outras oito pessoas. O grupo teria afirmado que o motivo do plano se baseava no facto de De Vries "não estar no caminho certo".

Em outubro de 2004, o Tribunal Superior de Pretória ouviu o depoimento de uma testemunha, Deon Crous, que declarou sob juramento ter auxiliado dois dos acusados, Kobus Pretorius e Jacques Jordaan, na fabricação de 1500 kg de explosivos. Crous testemunhou que cinco quantidades de 300 kg foram reservadas para cinco bombas separadas. Um dos ataques à bomba planeados foi cancelado devido ao alto risco de ferimentos em civis brancos. As bombas seriam detonadas a 13 de dezembro de 2002, com vários ataques subsequentes planeados.

No início de maio de 2006, Herman van Rooyen e Rudi Gouws, dois dos principais membros sob julgamento, escaparam da prisão. Os dois homens foram recapturados a 20 de janeiro de 2007.

No final de outubro de 2013, Mike du Toit, líder de uma conspiração para assassinar Nelson Mandela e expulsar todos os negros da África do Sul, foi condenado por traição e sentenciado a 35 anos de prisão. Outros vinte membros da Boeremag também foram condenados a penas de prisão que variaram de cinco a 35 anos. Herman van Rooyen e Rudi Gouws, dois dos co-conspiradores de Du Toit, receberam penas mais longas, de 25 anos de prisão, pelo seu papel na colocação de bombas na sua tentativa de assassinar Nelson Mandela.

Estes integrantes da Boeremag estão presos desde 2002. O julgamento durou 11 anos.

Ligações externas

Ver também Apartheid Africâneres Movimento de Resistência Africâner Teoria da conspiração do genocídio branco

Categoria:Tentativas de golpes de Estado na África Categoria:Secessão na África do Sul Categoria:Nacionalismo branco Categoria:Discriminação na África do Sul Categoria:Organizações paramilitares Categoria:Organizações neofascistas Categoria:Organizações neonazistas Categoria:Extrema-direita na África do Sul Categoria:Apartheid