Carlos da Lorena (em francês: Charles de Lorraine; Joinville, 20 de agosto de 1571 – Cuna, 30 de setembro de 1640) foi filho de Henrique I, duque de Guise, e Catarina de Cleves, e sucedeu seu pai como duque em 1588. Inicialmente membro da Liga Católica, declarou seu apoio a Henrique IV da França e foi nomeado Almirante do Levante por Luís XIII. Após se aliar à rainha-mãe, Maria de Médici, contra o Cardeal Richelieu, exilou-se para a Itália com sua família, onde morreu em 1640.

Biografia miniatura|esquerda|A batalha naval em frente à Île de Ré em 1622, na qual a frota de La Rochelle foi derrotada por Carlos, duque de Guise. Ele nasceu em Joinville, filho de Henrique I, duque de Guise e Catarina de Cleves. Originalmente conhecido como chevalier de Guise ("cavaleiro de Guise"), ele herdou o título de duque de Chevreuse após a morte de seu tio-avô Carlos de Guise, cardeal de Lorena — título que mais tarde renunciou em favor de seu irmão Claúdio.

Após o assassinato de seu pai em 1588, Carlos o sucedeu como duque de Guise, mas foi mantido prisioneiro em Tours por três anos, escapando em 1591. Embora a Liga Católica tivesse grandes esperanças nele e considerasse colocá-lo no trono, ele declarou seu apoio a Henrique IV da França em 1594, pelo que Henrique lhe pagou quatro milhões de libras francesas e o nomeou Governador da Provença. Em 17 de fevereiro de 1596, Carlos capturou Marselha da Liga, restaurando-a à coroa francesa.

Durante o reinado de Luís XIII, Carlos foi nomeado Grão-Mestre da França e Almirante do Levante.

Caindo em desgraça com o Cardeal Richelieu por ter tomado o partido de Maria de Médici, retirou-se para a Itália em 1631. Sua esposa e filhos mais novos juntaram-se a ele em Florença, onde a família foi protegida pelos Médici. Seus filhos Francisco e Carlos Luís morreram na Itália durante esses anos de exílio. O próprio Duque Carlos morreu em Cuna em 1640. Sua viúva e filhos (entre eles Maria, Mademoiselle de Guise) receberam permissão para retornar à França em 1643.

Família Em 6 de janeiro de 1611, ele se casou com Henriqueta Catarina de Joyeuse (8 de janeiro de 1585 – 25 de fevereiro de 1656). O casal teve nove filhos:

Francisco (3 de abril de 1612 – 7 de dezembro de 1639), Príncipe de Joinville, que morreu em Florença durante o exílio da família e foi sepultado na igreja de São Lourenço, sendo posteriormente trasladado para Joinville. Era considerado "o príncipe mais distinto de seu tempo" Gêmeos (4 de março de 1613 – 19 de março de 1613), que eram muito frágeis e doentios. Morreram no mesmo dia. Henrique II, Duque de Guise (1614–1664), Arcebispo de Reims Maria, Duquesa de Guise (1615–1688) Uma menina, chamada Mademoiselle de Joinville (4 de março de 1617 –18 de janeiro de 1618), que nasceu saudável, mas contraiu um resfriado no inverno de 1617 e morreu pouco tempo depois Carlos Luís (15 de julho de 1618 – 15 de março de 1637), que também morreu em Florença e foi sepultado na São Lourenço, sendo depois trasladado para Joinville; recebeu o título de Duque de Joyeuse Francisca Renata (10 de janeiro de 1621 – 4 de dezembro de 1682, Montmartre), abadessa de Montmartre Luís, Duque de Joyeuse (1622–1654), também Duque de Angoulême Rogério (21 de março de 1624 – 9 de setembro de 1653), chamado Cavaleiro de Joinville e depois Cavaleiro de Guise, Cavaleiro da Ordem de Malta, morreu de febre em Cambrai e foi sepultado junto a seus antepassados em Joinville.

Bibliografia

Categoria:Duques de Guise Categoria:Condes d'Eu Categoria:Governadores de Provença Categoria:Franceses do século XVII