thumb|direita|280px|O Metrô de Salvador (na imagem, um trem do sistema) teve suas operações suspensas devido ao apagão O apagão no Brasil em 2025 teve início às 00h32min (UTC−03:00) de 14 de outubro, uma terça-feira, em decorrência de um incêndio em um reator da Subestação de Bateias, localizada em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, Paraná. O incidente provocou uma interrupção de cerca de 10 mil MW de carga no Sistema Interligado Nacional (SIN), afetando todas as regiões do país.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que o blecaute provocou o desligamento automático de linhas de transmissão e a perda temporária de 10.000 MW de carga. O restabelecimento da energia ocorreu de forma gradual entre 40 minutos e 2 horas e 30 minutos após o início do evento, conforme a região.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, o incêndio foi controlado pelos bombeiros e não houve danos estruturais significativos aos equipamentos principais da Copel ou de outras empresas instaladas na subestação. A pasta classificou o caso como um "problema elétrico pontual" e negou que o desligamento tenha ocorrido por falta de energia.

O apagão afetou todos os 26 estados e o Distrito Federal.

Consequências miniaturadaimagem|Mapa das unidades federadas afetadas pelo apagão de 2025 Linhas de trem e metrô foram temporariamente paralisadas em cidades como Belo Horizonte, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo, com evacuação preventiva de composições. O Metrô de Salvador e o Metrô de Belo Horizonte suspenderam suas operações por mais de uma hora.

Em Belo Horizonte, cerca de 30 semáforos amanheceram em modo intermitente, e o trânsito ficou comprometido nas principais avenidas. Na Bahia, 16% dos consumidores foram afetados, e o fornecimento foi restabelecido em até 40 minutos. Em Pernambuco, 600 mil pessoas ficaram sem energia por 40 minutos.

O Ministério de Minas e Energia e a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciaram o envio de uma equipe de fiscalização à subestação de Bateias para apurar as causas do incêndio. O ONS também comunicou que será aberta uma investigação técnica para determinar a origem exata da falha. O ministro Alexandre Silveira negou ausência de planejamento e afirma ser um caso pontual, e reforça que não se trata de falta de energia e evoca a infraestrutura como responsável.

A Companhia Paranaense de Energia (Copel), empresa proprietária de subestação, alegou que a manutenção estava regular e os equipamentos funcionando plenamente. A empresa também alertou de que indenizações aumentarão contas de luz, e Aneel projetou de que contas de luz, nacionalmente, terão aumento de 7%, referente a R$ 47,8 bilhões em subsídios. Porém, STF publicou acórdão alterando o cálculo dos valores.

A caducidade de concessão é estudada para Enel pela Aneel, após subsequentes apagões. Audiências têm sido convocadas desde então na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) para a reestatização da Copel.

Causas e precedentes O blecaute nacional começou devido a um incêndio em um reator da Subestação de Bateias, acionando o Esquema Regional de Alívio de Carga (ERAC), que se refere ao desligamento para proteção, um freio de emergência evitando um colapso de maior proporção. A energia foi restabelecida gradualmente, através do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Desde meses anteriores ao apagão nacional, Aneel aponta que excesso na geração de energia renovável no Brasil é um dos motivos para prejuízos bilionários e desequilíbrio no consumo. Copel informou de que queda de árvores ou galhos sobre a rede elétrica afetam o abastecimento ao interior do estado.

Ver também Lista de blecautes no Brasil Apagão no Brasil em 2023

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