O tiroteio na Escola Estadual Professora Carmosina Ferreira Gomes foi um tiroteio escolar que ocorreu no município de Sobral, em 5 de outubro de 2022. Um estudante de 15 anos atirou em três colegas da mesma idade; um deles morreu dias depois. O atirador fugiu, mas foi detido depois.
Crime Por volta das 10h, um estudante não identificado de 15 anos estava com um revólver dentro do uniforme. O vigilante da instituição não percebeu que ele estava armado.
O estudante de 15 anos disparou um único tiro na sala de aula que atingiu três alunos. Uma aluna comentou que um dos alunos atingidos estava sentado na cadeira, desacordado e com a respiração dificultada.
Depois do tiro, um tumulto se iniciou, e os estudantes começaram a correr. O vigia abriu o portão da escola para os estudantes escaparem. Foi nesse momento que o atirador também deixou o local.
A mãe do aluno que foi atingido na perna informou que ele estava sentado próximo à janela, quando o tiro atravessou e atingiu sua perna. O segundo aluno atingido de raspão correu para o banheiro para se limpar.
Após o estudante fugir da escola depois de atingir os colegas, foi para a própria residência, onde, mais tarde, foi encontrado pelas autoridades e detido minutos depois. O estudante contou aos familiares sobre o ataque, mas não informou que era o autor do disparo.
Vítimas A Santa Casa de Misericórdia de Sobral recebeu três alunos feridos, um deles em estado grave. Todos tinham 15 anos. O primeiro aluno foi atingido de raspão na cabeça e já recebeu alta no mesmo dia. O aluno baleado de raspão na cabeça não necessitou de internação.
O estudante do primeiro ano do ensino médio, Júlio César de Souza Alves, 15, foi baleado na cabeça e ficou gravemente ferido. Ele foi levado à Santa Casa de Misericórdia de Sobral, onde ficou internado por três dias antes de ter morte encefálica. Pois seu estado era irreversível.
Um terceiro estudante, que não foi identificado e também tinha 15 anos, foi atingido na perna. Ele passou por cirurgia e recebeu alta no dia seguinte do ataque, às 11h15. Ele teve sua perna quebrada pelo tiro que o atingiu; ele se encontrava em estado estável.
Atirador O atirador foi identificado como um estudante de 15 anos do primeiro ano do ensino médio; ele estudava na sala das três vítimas atingidas.
O estudante conseguiu o revólver oferecido por um CAC, Antônio Felipe de Sousa, de 33 anos, pelo aplicativo WhatsApp.
O estudante alegou às autoridades que cometeu o ataque por causa de que sofria bullying e, por isso, atirou nos colegas. Ele dormia na sala de aula e era chamado de "morto" por colegas de classe. De acordo com uma aluna, ele dormia na maior parte das aulas na sala de aula, mas era calmo.
Um dos alunos atingidos afirmou que era amigo do atirador. O secretário estadual, Sandro Caron, havia informado que o atirador alegou sofrer bullying pelos alunos baleados.
Mas a investigação informa que os estudantes atingidos não eram os colegas que praticavam bullying com o estudante. E o estudante trouxe a pistola para se proteger.
Em 20 de maio de 2024, o pai do estudante, Cleiton Maciel Vasconcelos, 33, foi atingido a tiros em um ataque em seu estabelecimento de comércio; uma mulher também foi baleada no ataque. Maciel foi socorrido, mas morreu no dia seguinte na Santa Casa de Sobral.
Consequências
Inicialmente, o estudante foi detido e responderá por infração análoga ao crime de homicídio. Mas não foi informado mais detalhadamente sobre o adolescente ou se ele está internado em alguma medida socioeducativa ou em casa.
No dia seguinte ao ataque, representantes de educação, saúde e segurança, além de funcionários da escola, se reuniram para discutir a segurança e a retomada das aulas da instituição.
No dia 9 de outubro, Júlio César, 15, foi velado na casa dos avós na madrugada e, em seguida, foi para a Capela São José, na frente da escola atacada. Antes de finalmente ser enterrado em um cemitério.
No dia 11 de outubro, as aulas da Escola Estadual Professora Carmosina Ferreira Gomes retornaram às aulas, seis dias após o ataque. Os alunos foram recebidos por professores e coordenadores. Eles se vestiram de branco e se abraçaram. A escola atacada teve decorações brancas, como pedido da paz.
No dia 17 de outubro, o prefeito de Sobral, Ivo Gomes, disse que colocará cerca de 1,7 mil câmaras de monitoramento nas instituições educacionais da cidade. O valor do investimento é de 1,4 milhões.
Em 19 de outubro, Antônio Felipe de Sousa, 33, foi detido e levado à delegacia de Sobral, suspeito de ter fornecido a arma de fogo ao estudante. Felipe tinha o registro de colecionador, atirador desportivo e caçador (CAC). Felipe já tentou vender a arma de fogo; ele tentou vender para membros de um clube de tiros de Sobral, mas depois ofereceu para o estudante de 15 anos. Quando Felipe foi interrogado, ele contou que teve sua arma de fogo roubada no seu veículo.
No dia 27 de outubro, o laudo foi terminado, e o único tiro foi "não intencional" e foi um acidente, pois teria disparado dentro da mochila. Mas outros jornais de notícias classificaram o que aconteceu na escola como um outro "ataque em escola". Principalmente pelo estudante já ter premeditado o ataque.
No dia 1° de dezembro, o pai do estudante que atirou nos colegas, Cleiton Maciel Vasconcelos, que na época tinha 31 anos. Foi preso após um mandado de prisão, diante das investigações da Secretaria da Segurança Pública, e a Polícia Civil, que investigaram Maciel por facilitar ao estudante o acesso a arma de fogo, já que o revólver estava na posse dele. Os aparelhos e pendrives foram apreendidos e Maciel pode responder por porte ilegal de arma de fogo, omissão de cautela, corrupção de menor e homicídio culposo.
Em setembro de 2025, outro tiroteio em escola ocorreu na cidade, na Escola Estadual Luiz Felipe. Dois atiradores invadiram o estacionamento de uma escola e mataram dois alunos de 16 e 17 anos a tiros, além de ferir outros três, antes de escaparem. Esse ataque fez as pessoas relembrarem o ataque que ocorreu há quase três anos.
Reações A governadora do Ceará, Izolda Cela, comentou: "Determinei resposta rápida das nossas forças de segurança, inclusive sobre a origem da arma utilizada no crime. A Secretaria da Educação do Estado está também dando suporte necessário à comunidade escolar e às famílias. Seguimos em oração pela plena recuperação dos nossos alunos". Após a morte do estudante, Cela comentou novamente as notícias: "Recebi, com profundo pesar, a notícia da morte do nosso estudante Júlio César de Souza Alves, de 15 anos, baleado após discussão na EEMTI Professora Carmosina Ferreira Gomes, em Sobral, na última quarta-feira. Meus sentimentos aos familiares e amigos neste momento de dor".
O ex-governador do Ceará, Camilo Santana, comentou nas redes sociais: "Muito triste esse caso de violência envolvendo quatro estudantes numa escola de Sobral. Peço a Deus a recuperação dos jovens feridos, e muita força aos familiares e amigos neste momento de tanta dor."
O também governador, Elmano de Freitas, também se manifestou sobre o ataque: "Recebi com muito pesar a notícia do caso de violência com quatro alunos de uma escola estadual de Sobral. Rogo a Deus para que as vítimas tenham plena recuperação, e me solidarizo com os familiares e amigos."
A vice-governadora, Jade Romero, disse em suas redes sociais: "Tomei conhecimento e lamento profundamente o caso de violência ocorrido em uma escola de ensino médio em Sobral. Defendemos um ambiente escolar acolhedor e espaço para diálogos plurais. Nos solidarizamos com a comunidade escolar e com os familiares das vítimas."
A escola atacada emitiu uma nota de pesar após a morte do estudante: "Nesse momento de dor, a EEMTI Prof. Carmosina F. Gomes se solidariza com todos os familiares, amigos e comunidade escolar e expressa as mais sinceras condolências".
O diretor da escola disse a imprensa: "Não existe um protocolo a ser seguido em uma situação daquela. É o coração na frente, é o amor que a gente tem pelo outro, pelo nosso aluno. A gente, no tempo integral, acaba fazendo do aluno parte da nossa família. É um ente muito querido. Eu gostaria que ninguém aqui passasse por aquilo. Foi uma fatalidade".
Outros deputados do Ceará, Evandro Leitão, Moses Rodrigues, Érika Amorim, José Guimarães, Idilvan Alencar, Capitão Wagner, Leônidas Cristino e Eduardo Bismark também se manifestaram e lamentaram o ataque em suas redes sociais.
Ver também Tiroteio na Escola Estadual Professor Luiz Felipe - Outro tiroteio em escola que ocorreu na mesma cidade, há quase três anos depois Tiroteio no Colégio Municipal Eurides Sant'Anna - Outro tiroteio em escola que ocorreu em menos de duas semanas antes do ataque, na Bahia Lista de ataques e invasões escolares no Brasil
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