Renato da Costa Machado (Maricá, 11 de janeiro de 1979) é um pastor e político brasileiro, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT). É deputado estadual do Rio de Janeiro.

Biografia Machado nasceu e cresceu no bairro maricaense de Bambuí. Trabalhou como ajudante de pedreiro. É formado em Teologia e pastor evangélico; pós-graduado com MBA em Gestão Pública e Meio Ambiente. É casado e pai de três filhos.

Carreira política Iniciou sua trajetória política atrelado a Fabiano Horta, tendo sido seu chefe de gabinete quando vereador de Maricá e deputado federal. Depois, foi secretário de Assuntos Religiosos do município. Quando Horta foi eleito prefeito de Maricá, em 2016, Machado foi nomeado seu secretário de Governo, e posteriormente foi secretário de Obras e presidente da Autarquia Municipal de Obras/Serviço Municipal de Obras de Maricá (SOMAR).

Em 2022, foi eleito deputado estadual do Rio de Janeiro pelo PT, com votos.

Em fevereiro de 2024, não participou da votação que resultou no fim do afastamento da deputada Lucinha, determinado pelo Tribunal de Justiça do estado por ela ser acusada de possuir ligações com milicianos.

Em julho de 2024, Machado foi multado pelo Tribunal de Contas do estado por irregularidades em um contrato de publicidade da prefeitura de Maricá, do qual era o gestor.

Um projeto de sua autoria para proibir o uso de aparelhos com som alto nos transportes coletivos intermunicipais do estado foi aprovado na ALERJ em agosto de 2025, mas vetado no mês seguinte pelo governador Cláudio Castro.

Em dezembro de 2025, votou contra a soltura de Rodrigo Bacellar, então presidente afastado da assembleia, acusado de vazar a operação que prendeu o então deputado estadual TH Joias, associado à facção criminosa Comando Vermelho.

Em março de 2026, assumiu a liderança da bancada petista na casa legislativa.

Acusações criminais Em fevereiro de 2024, Machado virou réu por ser suspeito de comandar um esquema de desvio de recursos na construção do Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara.

Em setembro do mesmo ano, foi denunciado pelo Ministério Público estadual (MPRJ), que o acusou de ter ordenado em 2019 o assassinato do jornalista e empresário Robson Giorno, dono do jornal "O Maricá" e pré-candidato a prefeito da cidade. Posteriormente, foi acusado de ser o líder político e intelectual de uma milícia que estaria por trás deste e de outros assassinatos, inclusive do jornalista Romário da Silva Barros, fundador do portal "Lei Seca Maricá"; além de atuar com tráfico de drogas, "gatonet" e outros esquemas para manter um domínio político, financeiro e bélico em comunidades de Maricá. A milícia também teria uma aliança com traficantes do Terceiro Comando Puro.

O político ainda foi acusado de liderar esquemas de propina, "rachadinhas", lavagem de dinheiro e superfaturamento de terrenos para enriquecimento ilícito em sua gestão na SOMAR. Devido às acusações, o Ministério Público Eleitoral pediu o indeferimento da candidatura à reeleição de Machado em 2026.

Sobre a morte de Romário Barros, o deputado afirmou ser alvo de "acusações indevidas" que lhe foram "muito duras". O MPRJ denunciou Machado e outras duas pessoas pela morte de Giorno, mas os acusados foram beneficiados pela impronúncia devido à falta de provas suficientes para demonstrar a autoria, e não foram levados a júri popular.

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