A imigração brasileira no Chile refere-se ao movimento migratório da República Federativa do Brasil para a República do Chile, ambos países da América do Sul. Os brasileiros residentes no Chile, assim como os chilenos que vivem no Brasil, são autodenominados brachilenos como símbolo de sincretismo cultural e fraternidade.

História miniaturadaimagem|Imagem de Nossa Senhora Aparecida na Paróquia Católica Latino-Americana de Santiago

Chile colonial Durante a colonização europeia da América, nos séculos do Chile colonial, o território chileno esteve sob domínio do Império Espanhol, enquanto o território brasileiro foi colonizado pelo Império Português. Devido às tensões e rivalidades entre essas potências colonizadoras, não houve grandes fluxos migratórios. No entanto, existem registros de transporte de escravos negros desde o porto do Rio de Janeiro até o Vice-Reino do Peru, de onde foram distribuídos para territórios que hoje correspondem ao norte do Chile e ao porto de Valparaíso. Essas populações contribuíram para a formação da comunidade afro-chilena.

Século XX Após a queda do governo de João Goulart e a implantação da ditadura militar brasileira grupos de brasileiros de ideologia de esquerda buscaram refúgio político no Chile durante os governos de Eduardo Frei Montalva (1964-1970) e Salvador Allende (1970-1973). Contudo, com o golpe militar que derrubou Allende e instaurou uma ditadura militar liderada por Augusto Pinochet a partir de setembro de 1973, muitos desses exilados tiveram de emigrar novamente para outros países que não adotassem políticas antimarxistas, visto que ambos os regimes compartilhavam uma orientação política de direita.

Século XXI Em 2014, os imigrantes brasileiros representavam cerca de 3 % do total de estrangeiros residentes no Chile, de acordo com dados do Departamento de Estrangeiros e Migração do Governo do Chile. Essa porcentagem diminuiu após a chegada em massa de imigrantes venezuelanos, colombianos e haitianos ao país. O censo chileno de 2002 registrou cerca de 8.900 brasileiros residentes no país; já no final de 2021, esse número havia subido para aproximadamente 20.235 brasileiros vivendo em território chileno. A maioria dos brasileiros que vivem em território chileno reside nas principais cidades chilenas: Santiago, Valparaíso e Concepción.

Instituições socioculturais No Chile existem instituições dedicadas à difusão da cultura brasileira e da língua portuguesa brasileira. O Instituto Guimarães Rosa, anteriormente conhecido como Centro Cultural Brasil-Chile, possui uma filial em Santiago, enquanto o Espaço Cultural Thiago de Mello funciona no Palácio Errázuriz Urmeneta, antigo edifício da embaixada do Brasil na capital chilena.

Religião Em Santiago, católicos brasileiros realizam anualmente, no mês de outubro, uma celebração em honra a Nossa Senhora Aparecida na Igreja de Nossa Senhora de Pompéia, também conhecida como Paróquia Latino-Americana. A cerimônia conta com uma imagem da padroeira do Brasil, oferecida pela comunidade brasileira residente na capital chilena.

Ver também Imigração chilena no Brasil

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