miniaturadaimagem|JOSÉ MARTINS CAMEIRA inspeciona soldados. José Martins Cámeira foi um militar natural da Freguesia de Caria (Belmonte), que nasceu a 06 de outubro de 1878 e faleceu a 15 de agosto de 1958. Era filho do Comendador Vicente Martins Ribeiro e de D. Piedade Pires Cameira Ribeiro.
Biografia A sua carreira Militar, desde que em 1902 foi nomeado Alferes até que em 1935, já Coronel, foi nomeado Comandante Geral da PSP, foi sempre brilhantíssima. Exerceu professorado em escolas regimentais, tomou parte nas operações de Angola em 1935, no destacamento do Cuanhama como Comandante de Bateria, combatendo na Môngoa, Chana da Môngoa, Cacimbas, etc., bem como no combate de Nigiva, onde entrou com o seu destacamento.
Era filho do Comendador Vicente Martins Ribeiro e de Piedade Pires Cameira Ribeiro. Major, comandante do 2.º grupo de metralhadoras, envolvido nas operações de combate aos insurrectos monárquicos sobre Fornos de Algodres e Lamego, no período compreendido entre 23 de Janeiro e 12 de Fevereiro de 1919.
Com 19 anos, iniciou a sua vida militar ao 1, a 25 de Novembro de 1897. Frequentou, nos anos seguintes, a Escola Politécnica de Lisboa (1897-1898) e a Escola do Exército (1898-1901), concluindo nesta última instituição o Curso de Infantaria. Terminados os estudos superiores, foi colocado no Regimento de Infantaria n.º 21 e nomeado professor do 2.º Curso das Escolas Regimentais, dando então início a uma carreira de oficial que o levaria ao posto de coronel: alferes (1902), tenente (1906), capitão (1913), major (1917), tenente-coronel (1926) e coronel (1932). Prestou serviço nos regimentos de infantaria n.º 12 e n.º 14 e no 7º Grupo de Metralhadoras, tendo sido nomeado director da carreira de tiro de Castelo Branco em 1913.
Em 1915, já no posto de capitão, foi mobilizado para as campanhas de pacificação africanas. Integrando a coluna do general Pereira d´Eça (1852-1917), tomou parte nas operações militares de além-Cunene, no sul de Angola, combatendo a sublevação da tribo dos Cuanhama. Na qualidade de comandante de uma companhia de metralhadoras pesadas, participou na batalha de Môngua (10 a 27 Agosto de 1915), contudo foi na tomada de N´giva (Setembro de 1915) que mais se distinguiu, ao ocupar com o seu destacamento essa localidade. Regressou à Metrópole em Novembro de 1915.
Na sequência da entrada de Portugal na Primeira Guerra Mundial (Março de 1916), foi incorporado no Corpo Expedicionário Português (CEP), partindo para França, onde desembarcou no Natal de 1916. Na Flandres, já na qualidade de major do Estado Maior de Infantaria, foi nomeado comandante da 1ª bateria do 2º Grupo de Metralhadoras Pesadas, tendo se destacado nas importantes missões que lhe foram atribuídas durante esse período. Em França, foi um dos vários militares portugueses destacados a frequentar a escola inglesa Machine Gun Corps Training School. Homem detentor de um profundo conhecimento técnico, desempenhou funções de instrutor de 1º e 2º graus na Escola Central de Oficiais e em 1920 foi-lhe entregue o comando da Escola de Metralhadoras Pesadas.
Oficial republicano, fez parte das forças que se dirigiram ao norte do país para combater a revolta da Monarquia do Norte, comandando as tropas de cobertura junto ao rio Mondego e a coluna responsável pelas operações de controle nas regiões de Lamego e Régua. Adepto da Ditadura Militar, participou na repressão das várias revoltas que ocorreram no ano de 1931 nos territórios insulares e ultramarinos para derrubar o regime saído do golpe de 28 de Maio de 1926. Em Abril de 1931, ao serviço do Batalhão de Caçadores n.º 6, integrou o contingente militar enviado do Continente para reprimir a revolta que, entretanto, eclodira na Ilha da Madeira contra o governo da ditadura, destacando-se na direcção das operações que conduziram ao desembarque e progressão das tropas governamentais na vila Machico e à consequente tomada dessa localidade.
Militar experimentado, foi, no entanto, como comandante da polícia que José Martins Cameira mais se destacou. Com a extinção da Direcção Geral de Segurança Pública, em 16 de Maio de 1935, José Martins Cameira foi chamado a assumir o recém-criado Comando-Geral da Polícia de Segurança Pública, acumulando esse cargo com o de comandante da corporação da PSP de Lisboa. À frente de uma PSP nacional, unificada sob um comando único, foi o responsável por dirigir algumas das mais importantes reformas que se deram nesse período, operando uma transformação profunda na corporação, nomeadamente ao nível da definição de competências, da renovação dos quadros, da formação e modernização dos agentes, tendo sido igualmente o grande impulsionador da criação do actual órgão de imprensa da PSP - a revista Polícia Portuguesa.
Referências Fonte: https://www.arquivo.presidencia.pt/details?id=137743, https://historiadapolicia.fcsh.unl.pt/inweb/ficha.aspx?ns=409000&lang=pt&id=170
Categoria:Militares de Portugal Categoria:Nascidos em 1878 Categoria:Mortos em 1958