miniaturadaimagem|Ilustração de uma pessoa a ver visões de "um mundo brilhante de anjos, com o Redentor no meio" enquanto doente na cama, da história curta de 1844 A Forlorn Hope Fenómenos no leito da morte refere-se a uma gama de experiências paranormais alegadas por pessoas que estão a morrer. Existem vários exemplos de fenómenos no leito da morte na leitura de não-ficção e ficção, que sugere que estas ocorrências foram notadas em culturas à volta do mundo por séculos, embora o estudo científico das mesmas seja relativamente recente. Em literatura científica tais experiências foram chamadas de experiências sensoriais relacionadas à morte. Pacientes a morrer relataram aos funcionários do hospício que experienciaram visões reconfortantes.
Os cientistas modernos consideram os fenómenos no leito da morte e visões como sendo alucinações.Houran, J. & Lange, R. (1997). Hallucinations that comfort: contextual mediation of deathbed visions. Perceptual and Motor Skills 84: 1491-1504.
Visões no leito da morte miniaturadaimagem|William F. Barrett, pesquisador de fenómenos no leito da morte Visões no leito da morte têm sido descritos desde os tempos antigos, no entanto o primeiro estudo sistemático não foi conduzido até ao século XX. Também foram chamadas de alucinações verídicas, visões dos mortos e visões pré-morte. O médico William Barrett, autor do livro Death-Bed Visions (Visões no Leito da Morte) de 1926, recolheu relatos de pessoas que alegavam ter experienciado visões de amigos e familiares mortos, o som de música e outros fenómenos no leito da morte.Barrett, William. (1926). Death-Bed Visions. Methuen & Company Limited. ISBN 978-0850305203 Barrett era um espiritualista cristão e acreditava que as visões eram provas de comunicação de espíritos.
Num estudo conduzido entre 1959 e 1973 pelos parapsicólogos Karlis Osis e Erlendur Haraldsson, eles relataram que 50% das dezenas de milhares de indivíduos que estudaram nos Estados Unidos e Índia tinham experienciado visões no leito da morte. Osis e Haraldsson e outros parapsicólogos tal como Raymond Moody interpretaram os relatórios como provas de um pós-vida.Moody, Raymond. (1975). Life After Life. Mockingbird Books. ISBN 978-0553122206
O neurologista Terence Hines escreveu que os proponentes da interpretação pós-vida subestimam imensamente a variabilidade entre os relatos. Hines também critica a sua metodologia de recolher os relatos:
O investigador cético Joe Nickell escreveu que visões no leito da morte são baseadas em relatos anedóticos que não são confiáveis. Nickell descobriu contradições e inconsistências em vários dos relatos da autora paranormal Carla Wills-Brandon. Pesquisa dentro dos campos de Hospício e Cuidado Paliativo têm estudado o impacto dos fenómenos no leito da morte no mortos, nas suas famílias, e na equipa paliativa. Em 2009, um questionário foi distribuído para 111 funcionários num programa de hospício irlandês onde perguntava se tinham conhecido funcionários ou pacientes que tivessem experienciado estes fenómenos. A maioria respondeu que tinham sido informados de uma visão no leito da morte por um paciente ou pela sua família. Eles relataram que o conteúdo destas visões frequentemente parecia reconfortante para o paciente e a sua família.MacConville U, McQuillan, R. Surveying deathbed phenomena. Irish Medical Times. 6 de maio de 2010. Outro estudo descobriu que os fenómenos são comumente associados com morte pacífica e são geralmente sub-reportados por pacientes e família devido ao medo de vergonha e ceticismo dos funcionários médicos.Fenwick P, Lovelace H, Brayne S. Comfort for the dying: five year retrospective and one year prospective studies of end of life experiences. Arch of Gerontology & Geriatrics. 2010;51:173-179. Em resposta a estes dados qualitativos, existe um movimento crescente dentro do campo de cuidado paliativo que dá ênfase a "entendimento compassivo e respeito daqueles que fornecem cuidado de fim de vida" no que toca a estes fenómenos.Fenwick P, Brayne S. End-of-life experiences: Reaching out for compassion, communication, and connection – meaning of deathbed visions and coincidences. Am J of Hospice & Pall Med. 2011;28(1):7-15.
Avaliação científica Segundo Ronald K. Siegel, conhecido psicofarmacologista e pesquisador estadunidense, existe um alto grau de semelhança entre visões no leito da morte e alucinações induzidas por drogas. Alucinações causadas por drogas frequentemente contêm imagens de seres de outro mundo e amigos e família mortos. Alguns cientistas que estudaram casos estes fenómenos descreveram as presenças visuais, auditórias, e sentidas de familiares mortos ou seres angélicos durante o processo de morte como alucinações. Estas alucinações foram teorizadas ocorrerem devido a um número de explicações incluindo mas não limitado a hipóxia cerebral, confusão, delirium, falha dos sistemas corporais (e.g. renal, hepático, pulmonar), e uma reação mental ao stress.Brayne S, Lovelace H, Fenwick P. End-of-life experiences and the dying process in a Gloucestershire nursing home as reported by nurses and care assistants. Am J of Hospice & Pall Med. 2008;25(3):195-206.
Quando o corpo está lesionado, ou se o coração para, mesmo que por um período curto, o cérebro é desprivado de oxigénio. Um curto período de hipóxia cerebral pode resultar num comprometimento da função neural. É teorizado que este comprometimento explica visões no leito da morte.Brierley, J. and D. Graham. (1984). Hypoxia and Vascular Disorders of the Central Nervous System. Em Greenfield’s Neuropathology editado por J. Adams, J. Corsellis, e L. Duchen. 4ª edição. Nova Iorque: Wiley. pp. 125–207.
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